Ratinho declara apoio a proposta de Ciro e diz que não "cutuca" candidatos – UOL Confere

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Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo”. Começou a carreira no “Jornal do Brasil”, em 1986, passou pelo “Estadão”, ficou dez anos na “Folha” (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!” e a “Época”, foi redator-chefe da “CartaCapital”, diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto” (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! ? Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo? (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense” (Panda Books, 2011). Contato: mauriciostycer@uol.com.br
Colunista do UOL
19/09/2022 20h53
No segundo episódio de “Candidatos com Ratinho”, Ciro Gomes (PDT) teve direito a 30 minutos para expor seus planos de governo no SBT. Um pouco menos generoso do que no encontro com Bolsonaro (PL), desta vez o apresentador Ratinho fez algumas perguntas objetivas ao candidato.
Antes de começar a conversa, Ratinho esclareceu: “Aqui, na verdade, não fico cutucando nenhum candidato. Eu só pergunto o que tem que perguntar. ‘Ah, tá do lado daquele, tá do lado daquele outro’. Não tem esse negócio. Porque o meu programa é muito popular e o povo quer saber o que o novo presidente vai fazer pra ele”.

Durante a conversa com Bolsonaro, Ratinho levantou 28 assuntos para o presidente discorrer, sem qualquer réplica ou interrupção. Pareceu mais propaganda eleitoral do que qualquer outra coisa.

Com Ciro foram menos temas (18), mas algumas boas perguntas. “Ainda existe espaço para terceira via nesta eleição?”. Ou: “Não é melhor arrumar emprego (do que dar Auxílio)?” Ou: “É muito difícil lidar com o Centrão. Você tem experiência?” Ou ainda: “Você fala muito de fazer plesbicito. Não é esvaziar o Congresso”.
Ao perguntar sobre a proposta de Ciro de taxar fortunas, Ratinho avisou: “Sou a favor. Acho que é uma grande solução. Não estou declarando voto.”
A série “Candidatos com Ratinho” foi produzida pela área de entretenimento do SBT, não pelo jornalismo. Segundo a emissora, Simone Tebet (MDB) será a convidada desta terça-feira (20) e Lula (PT) irá ao programa na quinta-feira (22).
Ratinho sempre tratou políticos a pão de ló em seu programa. Em 2012, após receber Lula, escrevi: “Ratinho tratou Lula não com a educação e o respeito que merece um ex-presidente, mas com a reverência que se dedica aos santos. Parecia estar contemplando uma figura divina, intocável, não um político de carne e osso, no pleno exercício de promoção eleitoral”.
Mas o tratamento ao governo Bolsonaro tem sido especial. Ainda em 2019, o apresentador foi um dos contemplados com contratos para fazer propaganda oficial em seu programa. Ao longo destes quatro anos, Ratinho tem sido muito receptivo ao governo. Vários ministros, entre os quais o então “herói” (palavras do apresentador) Sérgio Moro, filhos do presidente e o próprio Bolsonaro já foram defendidos com entusiasmo pelo apresentador e deram entrevistas camaradas.
No primeiro semestre deste ano, Ratinho voltou a usar o seu programa para dar uma mão ao presidente Bolsonaro. Ele convidou o economista Pablo Spyer, apresentador da TV Jovem Pan, para falar sobre o preço da gasolina — um tema de programa jornalístico, não de entretenimento. Spyer repetiu o discurso governamental sobre o assunto, realçando que se trata de um problema global, e não apenas brasileiro. O economista também falou de corrupção na Petrobras no governo de Dilma Rousseff (PT).
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Mauricio Stycer
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