Gastos dos candidatos à Presidência revelam estratégias para alcançar eleitores – JOTA

Prestação de contas
Lula e Ciro apostam em programas de TV e rádio, Tebet em redes sociais e Bolsonaro, até o momento, gastou mais com serviços
A declaração de despesas de campanha feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela como os candidatos a presidente apostam em diferentes estratégias de uso do dinheiro para alcançar os eleitores.
Os dados completos estão disponíveis na plataforma Siga o Dinheiro, desenvolvida em parceria pelo JOTA e pela organização Base dos Dados. A ferramenta permite acompanhar, com dados do TSE em tempo real, como os recursos estão sendo distribuídos ao longo da corrida eleitoral.
Dono da maior despesa entre os candidatos ao Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta financeiramente em mídias tradicionais — de R$ 56.937.396,81 de despesas para a campanha, R$ 25,9 milhões foram gastos na produção de programas de rádio, TV ou vídeo. Em seguida, estão a produção de material impresso (R$ 6,1 milhões), os serviços prestados por terceiros (R$ 5,7 milhões) e a produção de adesivos (R$ 3,4 milhões). Ele é o único dos principais presidenciáveis que tem entre os principais gastos a promoção de eventos de candidatura: R$ 2.864.840,40.
Simone Tebet (MDB), a segunda com maior despesa declarada até o momento (R$ 31.935.402,40), adotou estratégia financeira diferente, com foco em mídias sociais: entre todos os candidatos à presidência, ela lidera os gastos com serviços prestados por terceiros (R$ 17,7 milhões) e com impulsionamento de conteúdo em redes sociais (R$ 2,7 milhões). Tebet foi a que menos apostou em programas de rádio e TV entre os principais candidatos: R$ 1,5 milhão de gastos.
O terceiro maior gasto total de campanha declarado até o momento é de Soraya Thronicke (União Brasil) — R$ 27.231.847,37. Ela também focou em programas de TV e rádio (R$ 12.983.000,00) como o principal investimento. Além de serviços prestados por terceiros (R$ 5.127.580,76) e publicidade impressa (R$ 5.127.580,76), a advogada tem como quarto maior gasto a prestação de serviços advocatícios (R$ 2.025.000,00) – nessa categoria, ela só perde para Lula, que gastou R$ 2.900.000,00.
Ciro Gomes (PDT) gastou 44% da sua despesa total (R$ 24.529.545,76) com a produção de programas de rádio, TV e vídeo: R$ 10.570.350,00. A produção de santinhos (R$ 5.926.365,61) e o impulsionamento de conteúdo em redes sociais (R$ 1.660.266,37) vêm em seguida. Em termos estratégia financeira, o diferencial do pedetista é que ele é o único a ter entre as principais despesas o gasto com transporte e deslocamento: R$ 1.374.448,47.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem só o quinto maior gasto declarado entre os candidatos até o momento, com R$ 15.174.071,12 no total. O principal gasto até 23 de setembro é o de contratação de terceiros, como cabos eleitorais, por exemplo – foram R$ R$ 6.627.334,00 despendidos para essa finalidade. O segundo maior gasto é com programas de rádio, TV e vídeo (R$ 5,8 milhões). O gasto com “pesquisas ou testes eleitorais” (R$ 2,2 milhões), que não está presente entre as principais despesas de nenhum dos presidenciáveis com maior destaque, é o terceiro maior de Bolsonaro.
Considerados os números totais, quando somados todos os candidatos à Presidência, os maiores gastos até o momento são, em ordem, com programas de TV, rádio ou vídeo, serviços prestados por terceiros, publicidade por materiais impressos (santinhos) e impulsionamento de conteúdos em redes sociais.
A maior despesa, com programas televisivos, radiofônicos e em vídeo, soma R$ 57.396.550,00 até agora, considerando todos os candidatos. Com serviços prestados por terceiros foram gastos R$ 39.118.720,15 ao todo. E os materiais impressos, como santinhos, custaram R$ 18.304.652,26 aos candidatos.
Veja as 10 principais despesas dos candidatos a presidente:
Erick Gimenes – Repórter freelancer
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