Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Expressa as ideias do autor e defende sua interpretação dos fatos
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Professora do Departamento de História da UFBA (Universidade Federal da Bahia) em cooperação técnica com a Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto)
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o primeiro turno das eleições de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou 25,7 milhões de votos a mais que o total obtido pela legenda com Fernando Haddad em 2018.
Em relação à votação do ex-prefeito, Lula obteve um crescimento total de 19,3 pontos percentuais: 18 no Nordeste, 23 no Sudeste e 17 no Sul. Esses dados demonstram a consolidação política do PT no Nordeste e que, apesar de o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), ter ficado em primeiro lugar no Sudeste e no Sul, foi a diminuição da margem de votos entre ele e Lula em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais que fizeram o petista chegar à frente no primeiro turno com 6,1 milhões de votos a mais.
Logo após a vitória esmagadora no Nordeste, com quase 13 milhões de votos a mais de Lula sobre Bolsonaro, houve várias manifestações preconceituosas e ataques xenofóbicos contra os nordestinos, estimulados pelo atual presidente —que mentiu publicamente ao atribuir seu segundo lugar ao analfabetismo na região.
Por que Bolsonaro e seus apoiadores insistem nesse tipo de violência contra uma região e sua gente? O que o atual presidente quer negar desta vez? As respostas para essas questões passam pelo apagamento da pujança do Nordeste com os governos petistas, pois a democratização do acesso às políticas públicas alterou substancialmente todos os indicadores econômicos, sociais e culturais da região.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), entre 2001 e 2012 os nordestinos tiveram o maior ganho de renda entre todas as regiões do país, fazendo com que a participação da base da pirâmide social caísse de 66% para 45%. Como resultado, a classe média no Nordeste saltou de apenas 28%, em 2002, para 45% em 2012.
Cumpre destacar que, em 2002, apenas 5 milhões de nordestinos tinham emprego formal. Já em 2013 esse número passou para quase 9 milhões. O dado demonstra que esses postos de trabalhos, somados à política de valorização do salário mínimo no período, romperam com o destino de milhares de nordestinos obrigados a aceitar subempregos e humilhações no centro-sul do país.
Além disso, a criação de 18 universidade públicas beneficiou diretamente 28 cidades nordestinas e fez com que a região saltasse de 413.709 universitários para 1.434.825 em 2012 —assim como o total de cursos de doutorado e mestrado também cresceu 33% entre 2010 e 2012 (Inep).
A mudança na região foi tanta que o portal UOL destacou em 19 de fevereiro de 2013: “Com investimento de US$ 50 bi, Nordeste vira rota de grandes empresas”. O texto reforçava o protagonismo da Bahia no notável crescimento da região: até 2015, o estado concentrava o maior número de fábrica de carros e motos, refinarias, estaleiros e siderúrgicas.
No primeiro mandato do governo Lula, a participação do Nordeste no PIB nacional foi de 12,8%. Em 2010, pulou para 13,5%, obtendo um crescimento relativo a 4,6% ao ano —acima da média nacional de 4%, porque enquanto a classe dominante do Nordeste aproveitou o forte investimento estatal para reinvestir na região, diversificar a produção e gerar novos empregos formais, boa parte dos capitalistas do Sudeste usou o dinheiro das desonerações do governo Dilma Rousseff (PT) para aplicar no rentismo (Anbima, 2019).
Os dados acima demonstram que a população nordestina vota conscientemente no PT porque trata-se de um projeto de país que reduziu as assimetrias regionais, politizando o acesso às políticas públicas dos que historicamente viveram à margem do Estado. Não à toa é a região que polariza com o analfabetismo político dos que naturalizam um governo autocrático, negacionista, antidesenvolvimentista, preconceituoso e violento.
TENDÊNCIAS / DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Carregando…
Carregando…
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Concentrar poder é o verdadeiro programa de governo de Jair Bolsonaro
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Série Eleições na Internet entrevista Isabela Kalil, coordenadora do Observatório da Extrema Direita
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Última semana antes do segundo turno tem eventos com padrinhos na Grande SP e debate na TV Globo
O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!