Ciro Gomes esperará até o último dia por vice, mas já tem alvo no PDT – Metrópoles


Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli
atualizado 29/07/2022 7:41
Ciro Gomes e a direção nacional do PDT decidiram esperar até 5 de agosto para buscar um vice de outro partido para a chapa presidencial. Caso Ciro fique sozinho na corrida eleitoral, a chapa será composta por uma solução caseira, de preferência uma mulher.
Com uma vice mulher, o PDT defenderia o discurso da diversidade, mas conseguiria aplicar na chapa presidencial a verba do fundo eleitoral pertencente à cota de 30% para candidaturas femininas.
O nome do ex-deputado Cabo Daciolo chegou a ser ventilado nos bastidores do partido como uma possibilidade para a vice. Dirigentes do PDT, contudo, garantem que a vaga não será oferecida a ele. Daciolo é candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Ciro abriu conversas com o PSD e com o União Brasil para tentar fortalecer sua candidatura, mas as tratativas não andaram como o pedetista esperava. A legislação estipula o dia 5 de agosto como limite para anunciar as alianças e os nomes dos candidatos a vice.
O presidente do PDT, Carlos Lupi, está fazendo uma agenda intensiva de viagens pelo Brasil para acertar palanques nos estados. Ciro está na terceira posição das pesquisas, com 8% das intenções de voto, segundo o Datafolha.
Ciro Ferreira Gomes, nascido em 1957, é um professor, advogado, ex-governador do Ceará, ex-prefeito de Fortaleza, ex-ministro e político brasileiro. Natural de Pindamonhangaba, em São Paulo, foi anunciado como pré-candidato à Presidência da República Reprodução/ Instagram
Gomes foi criado em Sobral, no Ceará, de onde é a família paterna dele. Cursou direito na Universidade Federal do Ceará (UFC) e, aos 23 anos, se tornou advogado e professor universitárioGustavo Moreno/Especial Metrópoles
Em 1982, Ciro Gomes se candidatou a deputado estadual pelo Partido Democrático Social (PDS), mesmo partido do progenitor, e foi eleito. No ano seguinte, assumiu o primeiro mandato e filiou-se ao Partido do Movimento Democrático (PMDB). Na eleição posterior, foi reeleitoFábio Vieira/Metrópoles
Mais tarde, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e disputou a prefeitura de Fortaleza. Eleito, tomou posse do cargo em 1989. No ano seguinte, ganhou a eleição para governador do Ceará e tornou-se o segundo chefe do Executivo estadual mais novo do país à épocaRoosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Durante o governo de Ciro, no entanto, um fato chamou a atenção da nação. Uma rebelião no Instituto Penal Paulo Sarasate, no Ceará, fez com que o arcebispo dom Aluísio Lorscheider fosse sequestrado por presos que exigiam armas e munições. No momento em que a confusão ocorreu, dom Aluísio visitava o presídio com outros bispos para denunciar as más condições do localVinícius Santa Rosa/ Metrópoles
Presos e reféns deixaram o presídio em um carro blindado após negociações conduzidas por CiroReprodução/Twitter
Após deixar o governo do estado, o político se tornou ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco. Também foi ministro da Integração Nacional, durante o governo Lula, sendo responsável pela obra de transposição do Rio São Francisco. Ele é candidato à Presidência da República pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT)Michael Melo/Metrópoles
Em 1998, concorreu, pela primeira vez, à Presidência. Não eleito, tentou, outra vez, êxito nas urnas durante a corrida presidencial, em 2002. No entanto, naquele ano ficou em quarto lugar, com 12% dos votos. Em 2018, já filiado ao PDT, Ciro Gomes se candidatou, pela terceira vez, ao cargo de presidente da República, mas terminou em terceiro lugarGustavo Moreno/Especial Metrópoles
Entre 2007 e 2010, Ciro Gomes exerceu o cargo de deputado federal pelo PSB. À época, foi o segundo deputado mais votado do Brasil, ficando atrás de Paulo Maluf. Em 2013, foi nomeado secretário estadual de Saúde do Ceará pelo governador Cid Gomes, irmão dele. Dois anos depois, assumiu novamente o comando da secretaria durante o governo de Camilo SantanaGustavo Moreno/Especial Metrópoles
Em 2015, foi contratado como diretor da Transnordestina e, mais tarde, se tornou presidente da empresa. Ele também já foi um dos diretores da Companhia Siderúrgica Nacional. Dois anos dpeois, tornou-se vice-presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT)Reprodução / Youtube
Desde às eleições de 2018, Gomes vem fazendo oposição ao governo Bolsonaro. Além do presidente, Sergio Moro e Lula também são alvos constantes de Ciro. Recentemente, o ex-governador do Ceará lançou oficialmente sua pré-candidatura à presidência da República para as eleições 2022reprodução
Ciro é pai de quatro filhos: Gael Gomes, Lívia Saboya Ferreira Gomes, Yuri Saboya Ferreira Gomes, Ciro Saboya Ferreira Gomes, e é casado com Giselle Bezerra. Além de Giselle, Ciro já teve outras duas esposas: Patrícia Saboya e a atriz Patricia PillarWALFRIDO-WARDE-IREE-DIÁLOGOS
Durante o relacionamento com Patrícia Pillar, inclusive, o político se envolveu em polêmicas. Uma delas ocorreu durante uma entrevista a um jornalista. Ao ser indagado sobre o papel e a possível exploração da imagem da atriz na vida política de Gomes, ele respondeu que era dos “mais importantes”, pois seria o de “dormir com ele”Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Além disso, boatos de que Gomes teria batido em Patrícia também passou a circular na internet. Contudo, tanto a atriz quando o advogado negaram as acusações e informaram que se tratava de uma informação falsa com o intuito de manchar a imagem do políticoJP Rodrigues/Especial para Metrópoles
Ciro já lançou quatro livros na área de economia política: No País dos Conflitos, O Próximo Passo – Uma Alternativa Prática ao Neoliberalismo, Um Desafio Chamado Brasil e Projeto Nacional: O Dever da EsperançaReprodução
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