Lula insiste em definir ministro após 2º turno mesmo com pressão do mercado – UOL

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (6) que pretende definir seu time de ministros apenas depois do 2º turno, caso seja eleito. Desde já, no entanto, ele indica que almeja uma composição não só com integrantes do PT ou de partidos aliados, mas também com “gente de fora”.
A sinalização vem num momento em que empresários e representantes do mercado cobram do PT mais detalhes nas propostas para a agenda econômica, assim como um nome para comandar o Ministério da Fazenda –que deve ser desmembrado do atual Ministério da Economia.
“Primeiro eu tenho que ganhar as eleições. Quando eu ganhar as eleições eu vou montar o governo. E vou montar o governo não apenas com meu partido ou com meus aliados aqui, tem gente de fora que vai participar”, disse Lula durante evento com representantes do PSD no Rio.
“Na hora de montar o governo, é como escalar uma seleção. Você vai escolher os melhores, aqueles que vão ganhar o jogo”, afirmou.
O ex-presidente respondia a uma pergunta justamente sobre qual seria o titular da Fazenda, pasta que centraliza as principais decisões econômicas do governo. Em outras ocasiões, Lula já manifestou a intenção de nomear alguém com perfil mais político, para atuar com desenvoltura nas negociações com o Congresso Nacional, mas nunca citou possíveis cotados.
“Você está falando com o cidadão que já foi candidato a presidente em 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Nunca ninguém me pediu para indicar ministério antes. É loucura alguém imaginar que você pode indicar um time antes. Se eu tenho dez economistas aqui e indico um, eu vou conquistar um e perder nove. Que inteligência é essa? Que loucura é essa?”, disse.
As especulações crescem à medida que Lula recebe apoios de economistas de peso, como Armínio Fraga (ex-presidente do BC no governo FHC), Pedro Malan (ex-ministro da Fazenda de FHC), Pérsio Arida e Edmar Bacha –os dois últimos trabalharam na formulação do Plano Real.
O petista também tem o endosso público de Henrique Meirelles, ex-presidente do BC no governo Lula e ex-ministro da Fazenda no governo Michel Temer (MDB).
A fileira de nomes com ampla aceitação no mercado financeiro intensificou a pressão pela indicação para o comando da área econômica do governo. Em entrevista à Globonews, Arida buscou conter a bolsa de apostas e disse acreditar que o perfil de indicação para o comando da Fazenda tende a ser um político do PT.

A sinalização de Lula, porém, abre caminho para uma composição ampla. Em 2003, o petista escolheu o médico Antonio Palocci, então um político de confiança do PT, para comandar a Fazenda. Ele reuniu em seu time nomes como Marcos Lisboa e Bernard Appy, economistas identificados com o campo liberal.
A fala do ex-presidente reforça o que diferentes integrantes do partido já vinham declarando em público para rebater as cobranças do mercado por mais detalhes no campo econômico.
Guilherme Mello, economista do PT, negou na última quarta-feira (5) que o partido esteja pedindo um “cheque em branco”. Ele também usou a metáfora futebolística para dizer que não há como escolher agora o ministro, assim como não há como um técnico, antes de ser contratado, escalar o time titular.
“O mercado pressiona [para saber] qual a regra fiscal. Meu querido, vocês não estão incomodados com o governo que acabou com todas as regras fiscais? Vai cobrar do [atual ministro da Economia, Paulo] Guedes o orçamento secreto, o fim da regra do teto que ele mudou quatro vezes e anunciou que vai mudar uma quinta”, afirmou Mello em live no canal Conexão Xangai, de economistas como Paulo Gala (economista-chefe do banco Master).
“Agora ele [mercado] quer saber qual o desenho específico da nova regra. Ele está querendo saber o desenho específico de uma política que vai ter que ser negociada [por meio de] uma PEC com o Parlamento. Então fica difícil”, disse.
Mello afirmou que o governo Lula já provou ser possível governar com responsabilidade fiscal tendo como restrição apenas duas regras fiscais –a regra de ouro (que impede endividamento para gastos correntes, como salários e aposentadorias) e a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
No PT, há um debate entre os economistas sobre o tratamento a ser dado para o regramento fiscal. Uma ala defende a adoção de um mecanismo mais próximo ao defendido pelo ex-ministro da Fazenda e do Planejamento Nelson Barbosa –que defende que o presidente eleito defina, no primeiro ano de mandato, qual será o nível de gastos nos exercícios seguintes. Outra ala, ligada à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defende o retorno à lógica da LRF –com a busca do cumprimento das metas de resultados primários.
“Se você me perguntar como economista o que acho da LRF, acho que ela teve uma contribuição muito importante em um momento do Brasil. Tem problemas, mas teve muitos méritos. Agora, ela é uma regra ultrapassada”, disse Mello.
“O mundo não usa mais regras do tipo meta de primário anual sem banda, sem ajuste e sem nada. Porque ela é uma regra pró-cíclica. Quando a economia cresce, o governo arrecada muito e pode gastar mais. Quando a economia cai, o governo deixa de arrecadar e tem que cortar gastos. E quais gastos? Investimentos”, disse. “A gente vai ter que criar uma nova regra para sermos capazes de reconstruir esse país com credibilidade.”
Na terça-feira (4), Gleisi havia afirmado que o partido tem conversado com o empresariado e representantes do mercado e que não há surpresa em relação ao que o PT pensa e nem sobre como a foram tratadas as finanças públicas, com responsabilidade, na época.
“Não vejo que aceno nós poderíamos fazer nesse sentido. Tanto o mercado como o setor empresarial sabem o que o Lula pensa”, afirmou.
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Carregando…
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Carregando…
Tecnologia da Mastercard garante a segurança de operações com criptoativos
Empresas devem saber acolher colaboradores com depressão
Havaianas celebra 60 anos como exemplo de inovação
Nova lavadora e secadora da LG alia tecnologia e sustentabilidade
Mackenzie é uma das universidades privadas mais reconhecidas pelas empresas
Lalamove oferece soluções seguras e econômicas para entrega rápida e descomplicada
DNA ajuda a identificar tratamento mais eficaz contra o câncer de mama
Brasil pode ser protagonista da alimentação do futuro
Cidadania global: formação para além do bilinguismo
Brilho eterno: Tiffany cresce e planeja dobrar vendas no Brasil
Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger
Rastreamento pode reduzir mortes por câncer de pulmão
Clara facilita vida das empresas na gestão de gastos corporativos
Chegada do 5G traz revolução para o dia a dia dos negócios
Tecnologia com inclusão e diversidade gera inovação
Inteligência artificial e automação moldam o futuro das empresas
Tecnologia permite que pessoas recebam pela comercialização de seus dados
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Presidente afirma que direito de ir e vir está na Constituição, mas que outros protestos são 'bem-vindos'
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Dez anos após rebaixamento antecipado, time verde triunfa com grande antecedência
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Manifestantes vão para a frente de quartéis; Mourão diz que golpe colocaria país em situação difícil

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

Notícias da Hora

Learn More →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *