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Em segundo lugar nas principais pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo Governo de São Paulo, a campanha de Fernando Haddad (PT) tem sido uma plataforma de críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), rival de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial e padrinho do seu adversário na eleição local, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Neste segundo turno, Haddad tem mirado em Bolsonaro nas propagandas veiculadas na televisão e no rádio e também usou essa estratégia no debate da TV Bandeirantes, na segunda-feira (10).
Políticos petistas envolvidos nas campanhas de Lula e Haddad afirmam que a desconstrução do presidente beneficia a ambos igualmente.
Desde o resultado do primeiro turno, quando Haddad terminou atrás de Tarcísio (35,7% a 42,3%) e Lula também perdeu de Bolsonaro no estado (40,9% a 47,7%), a orientação é a de colar as duas campanhas petistas.
A pedido da presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), dois membros da cúpula da campanha de Haddad, o deputado estadual Emídio de Souza (PT) e o presidente do PT paulista, Luiz Marinho, foram escalados para fazer a interlocução com a campanha de Lula e frequentar as reuniões que tratam do pleito nacional.
Como mostrou a Folha, as duas campanhas chegaram a ter um desentendimento no primeiro turno. Os lulistas opinaram que a tática de Haddad de mirar em Rodrigo Garcia (PSDB) foi equivocada.
Agora, a orientação é seguir a mesma tática. Para os petistas, atingir Bolsonaro significa também minar Tarcísio.
Além de tentar uma improvável virada, dado que a esquerda nunca venceu em São Paulo e que é raro o segundo colocado conseguir reverter a diferença no segundo turno, a campanha de Haddad tem o objetivo de que Lula amplie sua votação no estado.
“Nossas campanhas são absolutamente coladas, os interesses são iguais. Claro que nós queremos, a primeira coisa, é eleger o Lula. Isso passa por um bom desempenho em São Paulo e sabemos da nossa responsabilidade. Estamos trabalhando juntos para eleger os dois”, afirma Emídio à Folha.
O secretário de comunicação do PT, Jilmar Tatto, se diz otimista sobre a possibilidade tanto de Lula quanto de Haddad no estado. “Nossa compreensão é a de que, se Bolsonaro cai, Tarcísio cai. Se não tiver Bolsonaro, Tarcísio não existe.”
Petistas admitem que a campanha do ex-prefeito é um meio para diminuir a vantagem de Bolsonaro no estado, mas dizem não concordar com a tese de que, já que Tarcísio é favorito, vale mais a pena conquistar votos para Lula do que para Haddad em São Paulo.
Com base na pesquisa Ipec divulgada na terça-feira (11), que mostra o bolsonarista com 46% ante 41% do petista, eles afirmam que a vitória de Haddad ainda é considerada uma meta possível.
O índice de intenção de votos de Lula e Haddad não é totalmente coincidente no estado, segundo pesquisa Datafolha do último dia 7. Haddad marca 40%, enquanto Lula chega a 44%. Tarcísio tem 50%, e Bolsonaro, 46%.
Entre eleitores de Lula em São Paulo, 80% votam em Haddad e 13% escolhem Tarcísio. Já entre eleitores de Bolsonaro, 88% votam em Tarcísio e 6% em Haddad.
O plano de grudar as duas campanhas teve início logo na primeira semana após o segundo turno, quando Lula e Haddad participaram de três caminhadas: em São Bernardo do Campo, na quinta (6), em Guarulhos, na sexta (7), e em Campinas, no sábado (8).
A campanha do ex-presidente focará agendas no Sudeste, que concentra 42,6% do eleitorado nacional. A ideia é fazer aparições casadas com Haddad.
Assim como no primeiro turno, Lula é figura obrigatória em todas as peças exibidas por Haddad no horário eleitoral. O candidato a governador usa o espaço para criticar Bolsonaro, ao dizer que São Paulo defende vacina, ciência e arma na mão da polícia, não da milícia.
“São Paulo é tudo aquilo que Bolsonaro jamais será: o coração do Brasil”, diz o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa de Lula, nas peças.
Mas, além de mirar Bolsonaro, Haddad também tem feito ataques a Tarcísio, ainda que seguindo o roteiro de criticar a atuação do presidente para depois afirmar que o candidato bolsonarista faria igual ou concorda com aquilo.
A campanha do ex-prefeito criou o slogan “Bolsonaro e Tarcísio aqui não”.
A exemplo das peças de Lula na TV, que têm recuperado frases e atitudes negativas para o presidente e apresentando o material num compilado, a campanha de Haddad exibiu falas de Bolsonaro associando-as à violência, ódio e negacionismo.
Tarcísio é identificado como “candidato omisso que apoia essas maldades”.
Segundo petistas, para falar de Tarcísio é preciso antes mencionar Bolsonaro por duas razões. Primeiro porque Tarcísio não é uma figura independente na política, já que sua candidatura só existe a partir de uma construção do atual presidente. O ex-ministro bolsonarista é nascido no Rio de Janeiro e radicado em Brasília.
Segundo, Tarcísio é menos conhecido que Haddad no estado e, por isso, é preciso atrelá-lo à identidade bolsonarista. A equipe de Haddad tenta quebrar a imagem de que Tarcísio seria um aliado de Bolsonaro técnico e palatável.
Como resultado da corrida eleitoral espelhada, o primeiro debate entre Tarcísio e Haddad tratou de temas nacionais.
Eles repetiram argumentos usados por seus padrinhos e debateram declarações dos presidenciáveis, como uma de Lula criticando a aproximação de Bolsonaro com policiais e outra do presidente que abordava suicídios na pandemia.
Enquanto Haddad tentou explorar a rejeição de Bolsonaro para atacar o seu adversário, as críticas de Tarcísio a Lula foram mais pontuais.
Usando Bolsonaro como base, Haddad questionou se Tarcísio implementaria em São Paulo as emendas de relator do Orçamento e os sigilos de cem anos.
Apesar de alguns aliados do ex-prefeito terem sentido falta de mais críticas a Tarcísio no debate, um petista ouvido pela reportagem diz que a atuação de Haddad foi na medida certa. Na avaliação desse petista, Haddad não pode ser agressivo se pretende conquistar votos do interior do estado, de perfil mais conservador.
Integrantes da campanha também consideraram que a nacionalização não foi um problema, já que houve espaço para tratar de assuntos estaduais, como segurança pública, mobilidade e Sabesp.
O PT tem usado duas frentes para associar Tarcísio a Bolsonaro —uma os acusa de postura desumana ou negacionista na pandemia, e a outra questiona a competência deles como gestores públicos.
Uma peça veiculada na TV afirma que Bolsonaro desdenhou da Covid e atrasou a compra de vacinas. Em seguida, é exibido um vídeo em que Tarcísio diz que, se fosse governador, teria seguido a linha do presidente. “É esse mal exemplo que você quer para São Paulo?”, questiona o narrador.
“Bolsonaro e Tarcísio não são bons de governo”, diz outra propaganda, que aponta fome, inflação e desemprego como resultados do presidente e um baixo investimento em infraestrutura atrelado a Tarcísio.
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