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O futebol feminino do Brasil deu na tarde de sábado (24) mais uma demonstração de crescimento. Menos de uma semana após a quebra do recorde de público em uma partida de mulheres no país, a marca foi superada na Neo Química Arena, em São Paulo, onde 41.070 espectadores (40.691 pagantes) viram o Corinthians conquistar o Campeonato Brasileiro.
Após empate por 1 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre, no jogo em que fora estabelecido o efêmero recorde, o time alvinegro contou com a força de seus torcedores para vencer o Internacional por 4 a 1, de virada, em Itaquera, gols de Jaqueline, Diany, Vic Albuquerque e Jheniffer –Sorriso abrira o placar. Foi o quarto título brasileiro –o terceiro consecutivo– do clube que vem dominando a modalidade no continente.
A agremiação preta e branca reativou o futebol feminino em 2016 e já naquele ano levou a Copa do Brasil. Depois disso, triunfou três vezes no Campeonato Paulista (2019, 2020 e 2022), uma na recém-lançada Supercopa do Brasil (2022) e as citadas quatro no Brasileiro (2018, 2020, 2021 e 2022). Foi também tricampeã da Copa Libertadores (2017, 2019 e 2021) e buscará o tetra no Equador, em outubro.
Bem estruturado, o Corinthians é entidade importante no fortalecimento da modalidade –que tem projetos duradouros, como o da Ferroviária, e equipes que passaram recentemente a fazer maiores investimentos, caso do Palmeiras e do agora vice-campeão Inter. A avaliação de todos os envolvidos na tarefa é que ainda há muito a melhorar, mas o inegável crescimento é motivo de comemoração.
“É um momento único. Vai ficar marcado para nós, atletas. Foi uma festa linda”, disse a atacante Millene, 27, do Inter, após a primeira partida, vista por mais de 36 mil. “Estou há muito tempo no futebol feminino, e é muito gratificante ver o estádio cheio, com ingressos pagos”, afirmou a volante Diany, 32, do Corinthians, após a segunda.
A celebração com casas lotadas não impediu reivindicações. Gabi Zanotti, 37, craque do Corinthians, fez questão de apontar a diferença na premiação: o Brasileiro masculino paga R$ 33 milhões ao campeão; o vencedor da edição feminina levaria R$ 290 mil. A pressão fez a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) subir o prêmio para R$ 1 milhão e prometer números maiores nos próximos anos.
“Em um momento em que falamos tanto de igualdade, nada mais justo do que a gente buscar valores que vão fazer a diferença na vida de muita gente”, afirmou a camisa 10. “Quando eu falo em igualdade de premiação, não cobro que seja o mesmo valor do masculino, mas um valor que seja respeitoso com a modalidade. Entendemos que tem muito mais bilheteria, vendem-se muito mais produtos no futebol masculino. Estou falando só de respeito com a modalidade.”
Mesmo o Corinthians, com seu sucesso, sofre na tentativa de ser superavitário. A final teve renda bruta de R$ 900.981, o que ajudará nessa busca. Porém, apesar de todas as dificuldades, existem razões para celebrar em um ano de conquistas para as atletas de futebol em vários pontos do planeta.
A mais emblemática provavelmente se deu nos Estados Unidos. Após anos de batalhas –inclusive jurídicas–, as jogadoras chegaram a um acordo com a US Soccer, a federação local. Agora os prêmios da seleção masculina e os da muito mais vitoriosa feminina são divididos igualitariamente entre os membros das duas equipes. Segundo levantamento do jornal The New York Times, isso renderá cerca de US$ 450 mil (R$ 2,3 milhões) por temporada a cada atleta, valor que pode ser dobrado em ano de Copa do Mundo.
A Europa foi outra região que registrou passos importantes em 2022, como a tardia profissionalização da primeira divisão do Campeonato Italiano. Na Inglaterra, as jogadoras ganharam o direito de receber 100% de seu salário durante a licença-maternidade, algo que beneficiou a ótima meia alemã Melanie Leupolz, 28, do Chelsea –clube que, ao menos publicamente, tratou a gravidez com festa.
Foi também na Europa que se atraíram os maiores públicos. A decisão da Copa da Inglaterra feminina levou 49.094 pessoas ao estádio de Wembley, em Londres, em maio, pouco na comparação com o que se viu no mesmo local, em julho. Nunca uma final de Eurocopa –de qualquer gênero– teve tanta gente quanto o feminino Inglaterra 2 x 1 Alemanha, com 87.192 espectadores na tradicional arena britânica.
O recorde absoluto foi estabelecido na Espanha. O público de Barcelona 5 x 1 Wolfsburg, partida semifinal da Liga dos Campeões das mulheres, no Camp Nou, em Barcelona, foi de 91.648 pessoas.
O Brasil ainda está longe desse patamar, mas as finais do Brasileiro foram animadoras para quem aposta no futebol feminino. Como fizeram os mais de 41 mil que foram a Itaquera ver o Corinthians estender a impressionante sequência estabelecida nos últimos anos.
Logo de cara, a equipe balançou a rede com Gabi Zanotti, lance anulado pelo árbitro de vídeo. O Internacional chegou em esporádica cobrança de escanteio e abriu o placar, aos 14 minutos, com Sorriso, mas as donas da casa não se desesperaram e acabaram impondo sua superioridade.
O empate foi alcançado aos 23 minutos, em cruzamento de Yasmim completado com categoria por Jaqueline. Aos 46, foi a vez de Tamires cruzar e Diany marcar de cabeça, contando com desvio na rival Bruna Benites. No início da etapa final, aos dois minutos, Vic Albuquerque recebeu passe de Gabi Portilho e finalizou com precisão, de pé direito.
Já aos 47, com Jaqueline, virou goleada e foi ampliada uma festa inédita no Brasil e na América do Sul. O público em Itaquera quebrou também o recorde do continente, que havia sido estabelecido em junho, na Colômbia, onde 37.100 espectadores acompanharam a final do campeonato nacional, vitória do América de Cali sobre o rival Deportivo Cali.
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