DIFERENÇA ENTRE ENQUETE E PESQUISA ELEITORAL: Entenda – Rádio Jornal

Entenda a diferença entre enquete e pesquisa
Os brasileiros estão acostumados a acompanhar resultados de enquetes e pesquisas em diversos temas debatidos na sociedade, como as eleições que acontecem em 2022 e programas de reality show, por exemplo. Mas qual a diferença entre os dois modelos? A resposta é simples:
De forma simplificada, tanto na enquete quanto na pesquisa, pessoas respondem perguntas. A diferença está na forma como são realizadas.
No caso das eleições, as pesquisas eleitorais oficialmente registradas na Justiça atendem a regras claras e objetivas de cunho científico. Ou seja, essas pesquisas precisam respeitar uma metodologia que garanta a confiabilidade dos resultados. 
Desta forma, os institutos que realizam as pesquisas, como DataFolha e Ipec, precisam ouvir um determinado número de eleitores e calculam exatamente a proporção de homens, mulheres, jovens e idosos – por exemplo – que devem responder ao questionário, de modo que a totalidade dos entrevistados seja um espelho da sociedade.
Também por isso, esse tipo de pesquisa não pode ser realizada em uma única cidade do país, já que, por questões culturais e influência de políticos locais, é natural que os moradores de um município votem em um candidato de forma desproporcional ou antagônica em relação aos eleitores do restante do país.
No primeiro turno das eleições 2022, o resultado mais elevado de votos válidos depositados nas urnas para o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PL) em relação ao que era apresentado pelas pesquisas eleitorais fez algumas pessoas questionarem a validade desses levantamentos. 
No entanto, os institutos explicaram que, este ano, estão sendo boicotados por apoiadores de Bolsonaro que, ao serem parados nas ruas para responder às pesquisas, ignoram os entrevistadores e não respondem o que é perguntado.
Além disso, as pesquisas não conseguem prever o número de eleitores que não vão votar no dia da eleição. No primeiro turno, 20% dos eleitores faltaram às urnas. Tradicionalmente, são os mais pobres que costumam faltar à votação, o que também prejudica o candidato do PT, Lula, que é amplamente preferido pelos eleitores com renda de até 2 salários mínimos, conforme as pesquisas eleitorais. 
Por fim, explicam os institutos de pesquisa, os levantamentos não fazem prognóstico de resultado. Ou seja, as pesquisas eleitorais não são uma previsão de quem será o vencedor nas urnas, mas, sim, mostram uma fotografia da intenção de voto do eleitor, no dia em que é parado para responder o questionário. Os entrevistadores nunca perguntam: “em quem você vai votar?”. Ao invés disso, a pergunta é: “Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria?”. 
Ainda assim, desde 1998, os números de intenção de voto apresentados pelo DataFolha coincidem com o resultado das urnas na eleição para o presidente – seja no primeiro ou segundo turno. 
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Já as enquetes são questionários realizados em redes sociais e sites, mas que não têm o compromisso social de garantir um alto índice de acerto. 
Os organizadores das enquetes não precisam se preocupar com quantidade nem com o perfil dos entrevistados. 
Por isso, a Justiça proíbe a realização de enquetes questionando a intenção de voto dos eleitores em sites e redes sociais. 

Para fins de entretenimento, no entanto, quando o assunto é reality show, sites e perfis de redes sociais estão liberados para perguntar a seus seguidores ou internautas, qual participante deve ser eliminado em um paredão do BBB, por exemplo. 
Esses mesmos sites e perfis também podem perguntar qual a cor favorita dos seguidores, o personagem favorito em uma série de TV ou, ainda, um destino turístico dos sonhos.
O que essas enquetes não podem dizer é que o resultado representa a vontade de todo o país, já que não seguem os critérios científicos de amostragem de toda a população. 
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