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O Uruguai venceu, mas está eliminado da Copa do Mundo. Os 2 a 0 sobre Gana não foram suficientes, mas o nome do jogo é indiscutível: Giorgian De Arrascaeta. Fica a pergunta: como que seria a campanha celeste se o jogador do Flamengo tivesse sido mais bem aproveitado?
GANA 0 x 2 URUGUAI: ASSISTA PELA ESPN NO STAR+ AO COMPACTO DO JOGO COM NARRAÇÃO DE FERNANDO NARDINI E COMENTÁRIOS DE UBIRATAN LEAL
Nesta sexta-feira, no estádio Al Janoub, em Al-Wakrah, Arrascaeta foi titular pela primeira vez no Qatar.
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Contra a Gana, ele não só resolveu como encantou, lembrando muito o jogador que é no Flamengo.
Brilhante, Arrasca acabou com a partida. Conseguiu tirar até o foco de cima de Luis Suárez, considerado um criminoso no país africano por conta do Mundial de 2010.
Foram dois gols do maestro rubro-negro no duelo em Al-Wakrah. A torcida já pedia. Tanto a uruguaia, quanto a rubro-negra. Parecia óbvio. Talvez não apenas para o técnico Diego Alonso, que demorou dois jogos para dar uma chance à estrela entre os onze iniciais nesta Copa.
A atuação de gala de Arrascaeta comprovou: ele é titular deste Uruguai. Ou era para ter sido. O “se” não entra em campo, mas a pergunta nunca será respondida: os uruguaios estariam classificados se Alonso tivesse aproveitado melhor o meia do Flamengo?
Bastaram 45 minutos para que Arrascaeta mudasse o jogo para o Uruguai. A única seleção que ainda não havia feito gol no Mundial fez dois, “culpa” do meia. Foram apenas 24 toques na bola, dois deles mágicos: um, de cabeça, no rebote de finalização de Suárez, outro de primeira, certeiro, dentro da área.
Até o intervalo, a Celeste havia dado um total de 26 finalizações na Copa, 8 delas acertaram o gol. Como time, o aproveitamento era de 30,8%. Arrascaeta está no meio desses números, mas com uma diferença: duas finalizações, dois gols, 100%. Que diferença.
Na segunda etapa foram mais 19 toques na bola nos 40 minutos em que ficou em campo. Não teve mais chute a gol, nem saiu um passe decisivo. Talvez nem precisasse: Arrascaeta precisou de apenas um tempo para mostrar que poderia fazer o Uruguai sonhar.
Quando foi substituído, a Celeste estava se classificando. Arrascaeta viu, do banco, quando o telão mostrou o placar do outro jogo do grupo H: a Coreia do Sul virava sobre Portugal e superava o Uruguai, que precisava de mais um gol para avançar. O time tentou no desespero, mas não conseguiu.
Era o dia de Arrascaeta. Poderia ter sido o dia dele nos jogos anteriores? “Se” o meia tivesse sido titular desde o começo da Copa, como seria a campanha uruguaia? Chegaria ao último jogo com a necessidade de vitória e ainda na torcida contra os sul-coreanos? Precisaria sofrer até o último instante para cair na primeira fase de um Mundial pela primeira vez desde 2022?
A torcida do Uruguai talvez saiba a resposta. A do Flamengo também.
ANÁLISE: O que seria Uruguai se Arrascaeta tivesse sido mais bem aproveitado na Copa do Mundo – ESPN.com.br