Pacotinhos falsos, figurinha de Messi por 'salário mínimo' e até 'socorro' do Brasil: ESPN acompanhou de perto a 'crise' do álbum da Copa na Argentina – ESPN.com.br

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Na Argentina, assim como no Brasil e em outros países, o álbum da Copa do Mundo é coisa séria. Porém, o país sul-americano passa por uma situação jamais antes vista e, literalmente, vive uma crise por conta da falta de figurinhas, que inclusive virou assunto de Estado pela escassez e pelos altos valores que as mesmas podem custar.
Comercializado desde agosto pela Panini, empresa responsável pela sua distribuição, o álbum do Mundial do Qatar vem deixando os argentinos ‘loucos’, já que a cada dia fica mais difícil de encontrar figurinhas à venda, sobretudo nos “kioscos”, como são chamadas as bancas de jornal no país. E quem as consegue paga caro, bem caro.

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Uma figurinha especial do craque argentino Lionel Messi, por exemplo, pode custar até 45.000 pesos argentinos (R$ 1.651 na cotação atual), o equivalente ao salário mínimo na Argentina, no último mês de agosto. E além disso, no mercado paralelo, o pacotinho com cinco figurinhas, assim como o álbum, também custam bem acima do preço tabelado original.
Originalmente, o pacotinho de figurinhas custa 145 pesos, pouco mais de R$ 5 reais (no Brasil ele custa R$ 4), enquanto os álbuns custam 750 pesos (R$ 27,5), o de capa comum, e 3.000 pesos (R$ 110), o de capa dura. Porém, com a escassez dos produtos, quem lucra é o mercado paralelo.
O ESPN.com.br está em Córdoba, na Argentina, para acompanhar a final da Copa Sul-Americana entre São Paulo e Independiente Del Valle (EQU), que acontece no próximo sábado (1), a partir das 17h (de Brasília), no Estádio Mario Alberto Kempes, e viu de perto a situação de ‘crise’ na qual se encontra o país em relação às ‘figuritas’, como são chamadas as figurinhas do álbum da Copa.
Nas ruas da cidade argentina, nenhum ‘kiosco’ tem figurinhas ou álbum disponíveis, e a maneira mais fácil de as encontrar é com os chamados ‘ambulantes’. Entretanto, em sua maioria, os produtos são falsificados. A qualidade do papel (tanto das figurinhas quanto do álbum), e até mesmo as cores do verso do pacotinho, são diferentes se comparados aos originais. O preço, porém, é superior.
Um pacotinho falso com cinco figurinhas, por exemplo, é vendido por 300 pesos, cerca de R$ 11, enquanto o álbum comum custa o valor do de capa dura, ou seja, 3.000 pesos.
Ainda assim, mesmo com tamanho prejuízo, há aqueles ‘kiosqueros’ que se recusam a vender os produtos falsificados. Um deles é Carlos ‘Cuco’, seu apelido, que diz já ter recebido algumas ofertas para vender figurinhas e álbuns falsificados, mas recusou. Ele também explicou a escassez do produto nas bancas argentinas.
“Por conta das grandes empresas, a Panini vende (álbum e figurinhas) aos supermercados, e quem possui uma banca de jornal precisa de muito dinheiro para conseguir. Eu estou louco com as figurinhas porque me pedem e não posso vender. Estão vendendo álbuns falsos, lamentavelmente, não consigo vender as figurinhas, nem os álbuns“, começou a dizer.
“Já recebi uma proposta de vender os falsos, e disse que não porque não sou de enganar as pessoas, e para não ter problemas eu disse ‘não'”, concluiu.
Para tentar resolver o problema, a Secretaria de Comercio da Argentina se reuniu no último dia 20 de setembro com representantes da Ukra (União de Kiosqueros da República Argentina) e da Panini, com o intuito de melhorar a distribuição dos produtos nas bancas, em meio a uma crise econômica no país, onde a inflação já beira os 80%.
Comenzó la reunión para evaluar la situación del mercado de figuritas del Mundial. Desde @ComercioArg abrimos un canal de diálogo entre @ukraok y @PaniniArg, poniendo a disposición nuestros equipos legales y técnicos para colaborar en la búsqueda de posibles soluciones. pic.twitter.com/upeLAtg4cD
Enquanto o mercado paralelo toma conta das figurinhas e álbuns disponíveis na Argentina, há também aqueles que tentam outras alternativas, entre elas importar figurinhas do Brasil. Com a produção em larga escala no país vizinho, inclusive para outros países da América do Sul, alguns comerciantes compram álbuns e pacotinhos de lá, diretamente da fábrica, mas claro, aqueles que seriam destinados a serem comercializados em solo argentino.
Isso porque, enquanto no Brasil o fundo das figurinhas é azul, na Argentina o fundo é laranja. Assim como a disposição de cada uma das seleções, onde a diferença fica por conta da posição da foto de cada seleção: ao invés da primeira da página, como no Brasil, ela é a última.
O ESPN.com.br apurou que um dos motivos para a escassez das figurinhas se deu por conta da ‘febre’ inicial do álbum da Copa, quando as mesmas foram vendidas rapidamente, e quem ainda as têm guarda com o intuito de vender mais caro no mercado paralelo, ou até mesmo começar a vendê-las somente mais próximo da data de início do Mundial, no final de novembro.
Fato é que, enquanto o problema ainda não é resolvido, a escassez das figurinhas vem tirando o sono dos argentinos, sobretudo daqueles que levam o álbum da Copa do Mundo a sério. Diferentemente do Brasil, onde muitas já até conseguiram completar o álbum, que possui quase 700 figurinhas no total.

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