”Estaremos em apoio à Justiça Eleitoral, representando os juízes que estão trabalhando para que toda a eleição ocorra da melhor forma possível”, disse Renata Gil
No calendário da democracia, 2 de outubro de 2022 reserva o dia em que 156 milhões de pessoas definem o futuro do Brasil. Para garantir a lisura e a segurança do pleito, mais de 3 mil magistrados(as) que compõem a Justiça Eleitoral têm se dedicado, ao longo do ano, para que este domingo também seja o palco da cidadania. A presidente da AMB, Renata Gil, acompanha os bastidores do maior evento da liberdade de escolha.
Para esse domingo, os(as) juízes(as) estarão em cada um dos 5 mil e 500 municípios, lacrando e conferindo as mais de 570 mil urnas eletrônicas. Junto ao desafio de apurar, os(as) magistrados(as) também são responsáveis por julgar os crimes, zelar pela Lei das Eleições, fazer o alistamento, transferência dos títulos e todos os atos preparatórios do pleito. Além de garantir que todo o processo de votação ocorra dentro da normalidade. É o protagonismo da Justiça na defesa do Estado Democrático de Direito.
No dia das eleições, a presidente da entidade, acompanhará as equipes do TSE nos locais de votação e estará presente durante a apuração dos resultados, representando os magistrados eleitorais e atestando a segurança das urnas eletrônicas. “Estaremos trabalhando em apoio à Justiça Eleitoral, representando os 3 mil juízes que estão trabalhando para que toda a eleição ocorra da melhor forma possível”, afirmou. Durante o fim de semana, a AMB também estará com os observadores internacionais que estão no Brasil para conferir o pleito.
Atuação dos magistrados eleitorais
Desde o início do período das eleições de 2022, a Justiça Eleitoral já recebeu mais de 68 mil processos. Destes, 45,2 mil estão tramitando e 23,7 mil já foram baixados. A celeridade processual está sendo cumprida: o tempo médio de tramitação de cada ação é de apenas 34 dias. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para o juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS), Luiz Felipe Medeiros Vieira, que trabalha há nove anos na Justiça Eleitoral, os magistrados que atuam nas eleições possuem uma vasta experiência no ofício. “Nós estamos preparados e trabalhando muito bem as orientações do TSE para que o pleito ocorra dentro da normalidade”, disse.
A juíza do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), Claudia Andrade, já atuou na ouvidoria do TSE e afirma que há uma grande equipe envolvida nas eleições para garantir transparência e integridade ao processo eleitoral. “É uma imensa satisfação, como Juíza Eleitoral, participar deste momento tão especial, podendo promover a Justiça através de prestação de serviços de forma transparente. E, como juíza eleitoral, estarei à disposição em qualquer situação em que haja a necessidade de interferência. O Poder Público e o Estado, agirão de forma conjunta para garantir essa segurança”.
O juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), Marcelo Carlin, atua em eleições há quase 20 anos. De acordo com o magistrado, a Justiça Eleitoral é bastante organizada e está preparada para qualquer intercorrência. “O cronograma foi muito bem conduzido e já reunimos os mesários e as forças de segurança para que tudo ocorra bem. Mas, estamos preparados para agir rapidamente e dar uma pronta resposta para qualquer intercorrência”.
Laura Beal Bordin (Ascom AMB)
Foto: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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