Lula busca acomodar base em meio à pressão de partidos por ministérios – UOL

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
A uma semana de ser diplomado, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entra na reta final de articulação política para formação de seu novo governo com pressão de aliados para a definição do ministério.
O desenho preliminar da Esplanada dos Ministérios prevê de 34 a 35 membros no alto escalão —o mais novo pedido da equipe de transição é a recriação do Ministério do Esporte.
Petistas dizem que a tendência é que os partidos aliados sejam acomodados entre 15 e 20 pastas. O restante —também variando entre 15 e 20 ministérios— ficaria com PT e o presidente eleito (cota pessoal), que poderia escolher entre pessoas próximas e não ligadas a alguma sigla da base governista no Congresso.
Essa composição, porém, ainda depende de novas negociações —a principal jogada de Lula na semana passada foi com MDB, PSD e União Brasil. Juntos, eles pedem sete ministérios.
A fatura pode ser reduzida se líderes desses partidos, principalmente da União Brasil, assumirem postos chave no Congresso e tiverem influência em indicações para estatais.
Nesta semana, Lula deve se encontrar com siglas menores que o apoiaram. PV e PC do B, que fizeram parte da coligação na campanha, querem um ministério cada. Além deles, há o Solidariedade (que estava na coligação) e também o PDT (que aderiu a Lula no segundo turno) —ambos cobiçam as áreas de Trabalho ou Previdência Social.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou que a diplomação de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), presidente e vice eleitos, será realizada no dia 12 de dezembro. O petista afirmou que só fará o anúncio de ministros após essa data.
Uma disputa de peso a ser resolvida pelo presidente eleito é o futuro da pasta de Desenvolvimento Social, que cuidará do Bolsa Família. O PT não abre mão de comandar a área social, que foi sinalizada para Simone Tebet (MDB), senadora por Mato Grosso do Sul e que se alinhou a Lula após ficar na terceira colocação da corrida presidencial.
Por isso, como mostrou a Folha, integrantes do MDB tentam emplacar a senadora para o Ministério de Meio Ambiente —apesar de a corrida pela pasta já ter nomes, como a ex-ministra Marina Silva (Rede).
Lula diz que quer reunir as demandas de todos os partidos para equilibrar a distribuição do ministério.
Apesar da pressão do próprio PT, o presidente eleito mantém o mistério sobre as pastas vistas como mais estratégicas e sensíveis, como Fazenda, Defesa, Casa Civil e Relações Institucionais (que cuida da articulação política).
Para esses cargos, há a expectativa entre aliados do presidente eleito de que ele possa anunciar alguns nomes antes da diplomação. É o caso da Defesa, que tem como principal cotado José Múcio Monteiro, ex-ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).
Petistas afirmam que a demora na escalação do ministério e na acomodação de partidos aliados deixa a preparação para o novo governo ainda bastante concentrada e dependente da atuação de Lula, que teve que entrar nas negociações para abrir caminho no Congresso à PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição.
A PEC prevê a liberação de espaço no Orçamento para que Lula consiga cumprir promessas de campanha, como o valor mínimo de R$ 600 para beneficiários do Auxílio Brasil (que voltará a se chamar Bolsa Família) e o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.
Na semana passada, na segunda vez em que esteve em Brasília após o resultado da eleição, Lula buscou avançar na articulação política para formar a base do novo governo e consolidar a aproximação com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Também houve encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele e o petista já haviam se aproximado durante a corrida presidencial.
Em relação a Lira, o cenário era outro —de embate. Mas bastou um mês após a eleição para o PT mudar o tom de ataque ao presidente da Câmara, selar um acordo de apoio à recondução dele para o cargo e sinalizar pouco empenho para mudar o esquema de distribuição de emendas controlado por Lira.
Aliados do presidente da Câmara dizem que, com a nova cara do PT após a vitória de Lula nas urnas, o deputado deve ter uma postura de independência em relação ao novo governo.
Isso significa que há margem para negociações com ele —e também com o PP, apesar de o presidente licenciado do partido, Ciro Nogueira, defender que a sigla seja de oposição.
Lira tem conseguido aglutinar forças para seguir no comando da Câmara.
Sem ter votos para barrar a candidatura dele, PT, PC do B, PV e PSB então se uniram ao bloco de Lira, e anunciaram na semana passada o apoio oficial à reeleição do presidente da Câmara. A escolha do próximo chefe da Casa será em 1º de fevereiro de 2023.
O interesse de Lira e do centrão é manter o controle sobre as emendas de relator, que foram atacadas por Lula na campanha.
Lula, em reunião com Lira, cedeu. Como mostrou a Folha, ele e Lira acertaram que a PEC será aprovada com brecha para a liberação ainda neste ano dessas emendas, que são usadas como moeda de troca entre o governo de Jair Bolsonaro (PL) e o Congresso. Há R$ 7,8 bilhões em emendas bloqueadas.
Apesar de o acordo ter sido confirmado por integrantes do PT, o presidente eleito negou nesta sexta-feira (2) que haja espaço para discutir emendas de relator na PEC.
“Dentro da PEC da Transição, não há espaço para se discutir emendas. Eu fui deputado, sempre fui favorável a que deputado tenha emenda, mas é importante que ela não seja secreta. É importante que a emenda seja dentro da programação de necessidade do governo. E que essa emenda seja liberada dentro do interesse do governo. Não pode continuar da forma que está”, afirmou a jornalistas.
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos
Carregando…
As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos
Carregando…
Setor de óleo e gás investe em tecnologia e inovação
Programa de Saneamento do Novo Rio Pinheiros beneficia mais de 3 milhões em SP
Transmissão é caminho fundamental para energia renovável
Prioridades para 2023 incluem novas soluções em nuvem, IA e segurança
Mastercard atua em consultoria estratégica para o mercado de criptoativos
Cidade de São Paulo retoma atividades culturais e artísticas de fim de ano
Quer saber quais os livros mais vendidos do ano? Confira
Imunoterapia como principal aliada contra o câncer gastrointestinal
Caminhos e alternativas para garantir cuidado contínuo a todos os brasileiros
Carne mais lembrada e mais vendida do Brasil
SP ganha mais mobilidade com obras de expansão e modernização
BP – A Beneficência Portuguesa obtém reconhecimento internacional
Fórum debate desafios da ampliação do teste do pezinho
Governo de SP aposta no transporte público elétrico
Via Liberdade e seus múltiplos destinos
Diálogos sobre a Educação debate desafios e propostas para a área
Seguro Viagem: embarque nessa jornada de proteção
Unimed comemora 55 anos como líder do segmento no Brasil
Seminário discute mobilidade no estado de São Paulo
Soluções da Clara liberam empresas para foco total nos negócios
Em todo o ano, juntos pelo seu negócio
Vacilo no descarte de dados facilita ação de golpistas
CNI elabora Plano de Retomada da Indústria do Brasil
Risqué lança linha de esmaltes com ingredientes naturais, vegana e cruelty-free
Prática é diferencial de pós em Gestão de Negócios 100% online
Centro Universitário das Américas amplia acesso a cursos EaD
10 dicas para não se perder na escolha do curso EaD
Podcast discute função do advogado em um mundo de direitos conflitantes
Cartão de crédito versátil revoluciona pagamentos corporativos
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Outro Lado: Elmar Nascimento diz ter recebido material de campanha e que contas foram aprovadas pelo TRE-BA
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Futuro ministro da Justiça diz que fim dos acampamentos é urgente e cobra ações de militares e do governo Bolsonaro
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Medida vai durar até o dia da posse de Lula; efetivo será dobrado e servidores terão que passar por detectores de metais

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

Notícias da Hora

Learn More →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *