Por que Pelé, em 1967, 'jurou' que não jogaria a Copa do Mundo de 1970 – ESPN.com.br

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Entre tantas conquistas, gols memoráveis e recordes quebrados, a Copa do Mundo de 1970 talvez seja o auge da magnífica carreira de Pelé.
O Rei do Futebol, que nos deixou na última quinta-feira (29), aos 82 anos, porém, quase não foi ao México disputar o Mundial que marcou o tricampeonato da seleção brasileira e a formação do que é considerado por muitos o maior time de todos os tempos, a seleção de 70.

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“Eu acho que não dou muita sorte em Copa, apesar de ter ganho duas com o Brasil. Ter começado numa e foi assim a minha vida toda. Aquele começo glorioso em 58. Agora, com tudo isso, acho que não tive muita sorte nas Copas. E é por isso que eu penso em não ir mais“, disse Pelé em uma entrevista em 1967.
À época, as declarações do Rei deixaram o Brasil atônito e em choque de pensar na possibilidade de disputar um Mundial sem o melhor jogador de todos os tempos.
Mesmo já tendo levantado o troféu em duas oportunidades, Pelé sentia que não tinha muita “sorte” nas Copas do Mundo por conta das lesões.
Depois de se apresentar para o mundo nos gramados da Suécia, em 1958, com um Mundial espetacular aos 16 anos de idade, o Rei voltaria a ser campeão quatro anos depois, em 1962, no Chile.
Naquela Copa, porém, Pelé sentiu uma lesão muscular ainda na segunda rodada, um empate em 0 a 0 com a Tchecoslováquia e não participou mais da campanha do bicampeonato, que teve Garrincha como a principal estrela.
Em 1966, na Inglaterra, o Rei voltou a se lesionar, dessa vez ainda na preparação. Na estreia, fez um dos gols na vitória por 2 a 0 na Bulgária. Ficou de fora do segundo jogo, uma derrota por 3 a 1 para a Hungria.
Na última rodada do grupo, o Brasil precisava vencer Portugal, que contava com Eusébio e grande elenco, e Pelé jogou no sacrifício. Já lesionado, o camisa 10 ainda sofreu com muitas pancadas dos portugueses e viu a seleção perder por 3 a 1 e ser eliminada.
Em fevereiro de 2019, o próprio Rei voltou a falar sobre a quase desistência da Copa e agradeceu por ter mudado de ideia.
“Esse sou eu depois que o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Eu jurei nunca mais jogar outra. A lição é que você nunca deve ter medo de mudar de ideia”, disse na postagem.
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Para a sorte do Brasil, Pelé acabou repensando sua decisão e participou do Mundial de 70. Nele, teve uma das maiores atuações individuais de todos os tempos, terminando a Copa com quatro gols e seis assistências em seis partidas.
O Rei do Futebol deu seu último passo. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, morreu nesta quinta-feira, 29 de dezembro de 2022, às 15h27. Em comunicado, o Hospital Israelita Albert Einstein confirmou que o maior atleta de todos os tempos faleceu em decorrência da falência múltipla de órgãos.
Aos 82 anos, o Rei não resistiu a complicações de um câncer que teve origem no cólon (parte do intestino grosso) e se espalhou em metástase por fígado, um dos pulmões e restante do intestino.
Em função do estado debilitado pelo câncer metastático, Pelé teve complicações cardíacas, respiratórias e renais. Pelé estava internado desde 29 de novembro.
Tricampeão mundial com a seleção brasileira em 1958, 1962 e 1970 e multicampeão com o Santos, seu único clube no Brasil em toda a carreira entre 1956 e 1974, Pelé, que ainda defendeu o New York Cosmos-EUA de 1975 a 1977, já sofria com problemas no quadril desde 2012 e se locomovia com o auxílio de uma cadeira de rodas em suas aparições públicas nos últimos anos.
Mineiro de Três Corações, onde nasceu em 23 de outubro de 1940, Edson deixa a esposa, Márcia Aoki, e teve oito filhos (uma de criação) – três deles com Rosemeri dos Reis Cholbi, a primeira cônjuge (de 1966 a 1982) – Kely, Edinho e Jennifer; ‘três’ com Assíria Seixas, a segunda (de 1994 a 2008) – os gêmeos Joshua e Celeste, além de Gemima, esta criada em conjunto com ele desde que tinha apenas oito meses de vida; e outros dois de relações extraconjugais – Flavia Christina e Sandra Regina.

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