Perfis do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros e … – O Quarto Poder

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Filho de dona Lindu. Nascido em Pernambuco, criado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Primeiro presidente da República do Brasil eleito pela terceira vez e com maior número de votos da história.
Um dos fundadores e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores, o maior partido da América Latina, e presidente de honra do Instituto Lula.
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Eleito pela terceira vez, Lula é o primeiro operário a se tornar presidente da República. Seus dois primeiros governos são marcados principalmente pela implementação bem-sucedida de programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, e de acesso dos mais pobres a linhas de crédito, salários mais altos, geração de empregos e melhor qualidade de vida em educação, moradia, infraestrutura e saneamento e outros.
Primeiro chefe de Estado a receber o prêmio de Estadista Global do Fórum Econômico Mundial, pela atuação no combate à pobreza. Título de Campeão Mundial na Luta contra a Fome pela ONU (2010).
Vencedor do World Food Prize, um reconhecimento aos esforços no combate à fome no Brasil e do prêmio Indira Gandhi Pela Paz, Desarmamento e Desenvolvimento. Eleito cidadão honorário de Paris em 2019 pela atuação em defesa dos direitos humanos.
Premiado pela UNESCO com o Félix Houphouët-Boigny pelo trabalho em busca da paz e justiça social. Prêmio Príncipe de Astúrias pela luta contra a pobreza. Considerado o “Homem do Ano” pelos jornais Le Monde e El País em 2009.
Defesa da Democracia e Reconstrução do Estado e da Soberania
Rui Costa
 
Em posse na Casa Civil, Rui Costa fala em sair de momento de paralisia | Metrópoles
Economista formado pela Universidade Federal da Bahia, Rui Costa foi governador da Bahia,
eleito em 2014 e reeleito em 2018. Foi secretário de Relações Institucionais no governo de Jaques Wagner.
Nascido em Salvador, tem 59 anos. Iniciou sua carreira política no movimento sindical ainda na década de 1980, no Polo Petroquímico de Camaçari. Foi vereador de 2000 a 2007. Três anos depois foi eleito deputado federal, mas licenciou-se para assumir o cargo de secretário da Casa Civil da Bahia, em janeiro de 2012. Durante toda sua
trajetória pública, sempre manteve o Partido dos Trabalhadores como sua única legenda.
Jozailto Lima - Márcio Macedo se propõe a ser candidato do PT a prefeito de Aracaju | JL Política
 
Márcio Macedo
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
O deputado federal Márcio Macedo (PT-SE), 52 anos, é formado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Sergipe e tem mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma instituição. É natural de Esplanada (BA).
Entre 2003 e 2006, foi superintendente do Ibama em Aracaju e, entre 2007 e 2010, foi titular da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos da capital sergipana. Também atuou como conselheiro no Conselho Nacional de Meio Ambiente, no Conselho Nacional de Recursos Hídricos e no Conselho Estadual de Meio Ambiente, em
Aracaju.
Alexandre Padilha | Partido dos Trabalhadores
 
Alexandre Padilha
Ministro das Relações Institucionais
Deputado federal reeleito pelo PT de São Paulo, Alexandre Padilha foi ministro nos governos Lula (2009-
2010) e Dilma Rousseff (2011-2014), tendo chefiado as pastas das Relações Institucionais e da Saúde,
respectivamente. Também assumiu as mesmas pastas durante a gestão de Fernando Haddad (2015-2016) na Prefeitura de São Paulo.
Quando no Ministério das Relações Institucionais da Presidência da República, Padilha articulou, junto ao
Congresso Nacional, pela aprovação de diversos projetos de iniciativa do Executivo, como: o marco regulatório do Pré-Sal; a lei de regulamentação do Fundeb; o Estatuto da Igualdade Racial; a Lei de Consórcios Públicos; a Lei das PPPs; a Lei Nacional de Saneamento; e o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.
Coordenou a implantação federativa, em parceria com governos estaduais e municipais, de programas como o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Também coordenou o diálogo com atores econômicos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Essa experiência foi um dos motivos para Padilha ter sido escolhido como um dos interlocutores junto aos atores econômicos durante a campanha do presidente Lula em 2022.
Como ministro da Saúde, Padilha criou o programa Mais Médicos, que chegou a ter, durante o governo Dilma Rousseff, 18 mil médicos em atuação, atendendo a cerca de 60 milhões de brasileiros por meio do Sistema Único de Saúde. Também são de sua gestão avanços como a oferta gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes, pelo programa Farmácia Popular, e a expansão e diversos serviços especializados em oncologia e em cuidado obstétrico, com a Rede Cegonha.
Como deputado federal esteve por quatro vezes entre os parlamentares mais influentes do Congresso de acordo com o DIAP e do prêmio de melhores deputados do Congresso em Foco. É autor da Lei que garante indenização aos trabalhadores da Saúde e da Assistência Social vítimas da Covid-19 e aos seus dependentes, das Leis Aldir Blanc, Paulo Gustavo e Lei Despejo Zero.
Coordenador da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) no Congresso Nacional e membro da Comissão de Seguridade Social e Família, Desenvolvimento Urbano, Cultura, Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Foi o relator que viabilizou a aprovação do Piso Nacional da Enfermagem. Foi o parlamentar responsável por impedir que Sergio Moro saísse candidato pelo estado de São Paulo.
Professor dos cursos de Medicina e Saúde da Universidade Nove de Julho/UNINOVE e da São
Leopoldo Mandic, e colaborador nas disciplinas do Mestrado profissional da Unicamp.
Paulo Pimenta
Deputado Federal Paulo Pimenta - Portal da Câmara dos Deputados
Ministro da Secretaria de Comunicação Social
Pimenta é jornalista e técnico agrícola formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). É o deputado federal mais votado do PT/RS na Câmara Federal, pela quarta vez consecutiva.
Atual presidente do PT/RS, Pimenta iniciou sua trajetória no Movimento Estudantil, na luta pela redemocratização do País. Em 1985, Pimenta assumiu a presidência do DCE da Universidade de Santa Maria (UFSM) e, no
ano seguinte, foi vice-presidente da União Estadual de Estudantes do Rio Grande do Sul – UEE/RS. Foi eleito
vereador em Santa Maria em 1988 e reeleito em 1992. Chegou à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
em 1998.
Vice-prefeito de Santa Maria de 2000 a 2002, Pimenta foi eleito deputado federal em sua primeira disputa para a Câmara no mesmo ano em que os brasileiros elegeram Lula Presidente para dar início à transformação do Brasil em um país mais justo.
Foi reeleito em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. No Governo da Presidenta Dilma Rousseff, entre 2012 e 2013, foi Presidente da Comissão Mista de Orçamento, a mais importante do Congresso Nacional, sendo líder do governo na CMO em 2015.
Em 2015, Pimenta foi eleito Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos
Deputados. Ele também foi líder da bancada do PT na Câmara por dois anos seguidos, 2018 e 2019.
Na Câmara Federal, Pimenta presidiu a CPI do Tráfico de Armas; foi relator da CPI da Violência Urbana
no Brasil; Presidente da Comissão de Legislação Participativa; e coordenador da Bancada Gaúcha do
Congresso Nacional.
Em pesquisa realizada no Congresso, Pimenta obteve nota máxima entre os parlamentares que melhor
utilizam as redes sociais para prestar contas do seu mandato à sociedade brasileira. Inicia em 2023 o
seu sexto mandato na Câmara dos Deputados.
Lula define quem será ministro do Gabinete de Segurança Institucional - Jornal Opção
Gonçalves Dias
Ministro do Gabinete de Segurança Institucional
General da reserva, Marco Edson Gonçalves Dias já ocupou cargos de chefia nos governos de Lula e de Dilma Rousseff.
Ele vai comandar o órgão responsável pela inteligência do governo, que monitora riscos institucionais e a segurança do presidente. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é vinculada ao GSI. Chefiou a segurança da Presidência da República nos primeiros oito anos que Lula ocupou o cargo enquanto ainda era major e tenente-coronel. Sob a
administração da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), dirigiu a Coordenadoria de Segurança Institucional.
Foi promovido a general no governo dela.
Entrou para o Exército em 1969, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Cursou
a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais em 1986 e a Escola de Comando e Estado Maior do Exército em 1994. Ocupou o cargo de Comandante da 6ª Região Militar do Exército Brasileiro e comandou o 19° Batalhão de Infantaria Motorizado.
Jorge Messias
Procurador do BC será adjunto da AGU na gestão Lula, diz Jorge Messias
Ministro da Advocacia-Geral da União
O novo Advogado-Geral da União, Jorge Messias, tem 42 anos e é Procurador da Fazenda Nacional desde 2007. Já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou como procurador do Banco Central e do BNDES.
É graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e mestre pela Universidade de Brasília (UnB),
onde atualmente conclui doutorado.
Como Advogado-Geral da União, ele terá a atribuição de dirigir a instituição, representar a União junto ao Supremo Tribunal Federal e assessorar direta, imediata e pessoalmente a presidência da República.
Simone Tebet
Simone Tebet
Ministra do Planejamento e Orçamento
Simone Tebet foi Senadora pelo Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022. Começou a vida pública há mais de
20 anos como Deputada Federal. Depois, foi eleita prefeita da sua cidade natal, Três Lagoas, por duas vezes.
Foi Vice-Governadora e Secretária de Governo de seu Estado.
No ano passado, Simone Tebet aumentou a sua projeção como uma voz em defesa dos direitos femininos ao
se lançar candidata à presidência da República. Saiu das urnas como a terceira mais votada. No segundo turno,
apoiou o presidente Lula e participou de sua campanha.
Como senadora, foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Foi também
líder do MDB; Líder da Bancada Feminina; presidente da Comissão Mista de Combate à violência contra a Mulher
e teve atuação de destaque na CPI da Pandemia.
Simone Tebet é advogada e foi professora universitária de Direito. Ela foi considerada pela BBC uma
das mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo. Entrou na lista “BBC 100 Women 2022”, ao lado
de outras duas brasileiras (Alice Pataxó, Erika Hilton) e de personalidades que atuam em defesa do
protagonismo e progresso feminino.
Esther Dweck | Esther, Fashion, Style
Esther Dweck
Ministra da Gestão e Inovação em Serviços
Públicos
Graduada em ciências econômicas pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Esther Dweck, 45 anos, possui doutorado em Economia pela Universidade Federal do
Rio de Janeiro (2006), com período-sanduíche no LEM da Scuola Sant’Anna, em Pisa, Itália.
É professora associada do Instituto de Economia da UFRJ. Foi coordenadora do Grupo de Pesquisa em Economia do Setor Público do IE-UFRJ e tem experiência na área de economia, com ênfase em economia do setor Público, crescimento e desenvolvimento econômico, atuando principalmente nos seguintes temas: regime fiscal e participação do Estado, crescimento liderado pela demanda, integração micro/macro, análises de insumo-produto e modelos de simulação.
Entre junho de 2011 e março de 2016, atuou no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, no
cargo de Chefe da Assessoria Econômica (2011-2014), e, depois, como Secretária de Orçamento Federal (2015-2016).
Lula's tweet - "Controladoria Geral da União: Vinícius Carvalho, advogado e ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). " - Trendsmap
 
 
Vinícius Carvalho
Ministro da Controladoria-Geral da União
Graduado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), Vinícius Marques de Carvalho, 45 anos, é Doutor
em Direito pela USP e em Direito Comparado pela Université de Paris 1 Pantheon-Sorbonne, onde foi professor-visitante. Desde 2014, é professor-doutor da USP.
Presidiu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de 2012 a 2016.
Também ocupou os cargos de Secretário de Direito Econômico, Conselheiro do CADE e chefe de gabinete
da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, entre outras funções. Pertenceu à carreira de Especialista em
Políticas Públicas e Gestão Governamental.
Dino dá recados a bolsonaristas e sobre caso Marielle - 02/01/2023 - Poder - Folha
 
Flávio Dino
Ministro da Justiça e Segurança Pública
Ex-governador e senador eleito pelo Maranhão nas últimas eleições, Flávio Dino tem 54 anos e é natural de São
Luís do Maranhão, onde construiu sua carreira política. Ex-juiz federal, ex-deputado federal e, agora, senador
eleito, Dino tem experiência nos Três Poderes da República. No governo Dilma Rousseff, foi presidente da
Embratur.
Em 2014, foi eleito governador do Maranhão e reeleito em 2018. Em abril, Flávio Dino deixou o cargo
para ser candidato ao Senado pelo Maranhão nas eleições de 2022.
Advogado e professor de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) desde 1993, tem mestrado em
direito público pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e deu aulas na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UNB), de 2002 a 2006.
Mauro Vieira: A volta por cima do embaixador humilhado por Bolsonaro
 
Mauro Vieira
Ministro das Relações Exteriores
Nascido em Niterói (RJ), Mauro Vieira graduou-se em Direito, pela Universidade Federal Fluminense (1973),
e Diplomacia, pelo Instituto Rio Branco (1974), além de doutorado honoris causa em Letras, pela Universidade
de Georgetown, em Washington DC (2014). No Ministério das Relações Exteriores, o Embaixador
Vieira atuou como Coordenador de Atos Internacionais; Assessor do Secretário-Geral; Assessor do Ministro das
Relações Exteriores; Chefe de Gabinete do Secretário- -Geral; e Chefe de Gabinete do Ministro das Relações
Exteriores. O Embaixador Vieira também trabalhou no Ministério da Ciência e Tecnologia, como Secretário-
-Geral Adjunto de Ciência e Tecnologia; e no Ministério da Previdência e Assistência Social, como Secretário
Nacional de Administração do Instituto de Previdência Social.
No exterior, atuou como Segundo Secretário da Embaixada do Brasil em Washington D.C. (1978-1982);
na Missão Permanente do Brasil junto à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), em Montevidéu (1982-1985), como Primeiro Secretário; na Embaixada do Brasil na Cidade do México (1990-
1992), como Conselheiro; e na Embaixada do Brasil em Paris (1995-1999), como Ministro Conselheiro.
Foi Embaixador do Brasil na Argentina (2004-2010); Embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América (2010-2015); e Representante Permanente do Brasil nas Nações Unidas em Nova York (2016-2020).
Foi Ministro das Relações Exteriores do Brasil, entre 2015 e 2016. Era Embaixador do Brasil na Croácia
desde fevereiro de 2020, até ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para desempenhar, a
partir de 1º de janeiro de 2023, a função de Ministro das Relações Exteriores do Brasil.
 
José Múcio, ministro da Defesa de Lula, projeta 'despolitizar' e 'despartidarizar' as Forças Armadas – CartaExpressa – CartaCapital
José Múcio Monteiro
Ministro da Defesa
Ex-ministro do TCU, José Múcio tem longa carreira política e já foi ministro de Lula entre 2007 e 2009.
José Múcio Monteiro Filho nasceu no Recife (PE) em 1948. É engenheiro civil formado pela Escola Politécnica
de Pernambuco. Dedicou-se por cerca de doze anos à iniciativa privada do setor da agroindústria em Pernambuco e no Mato Grosso.
Na carreira política, Múcio foi vice-prefeito de Rio Formoso (PE) entre 1976 e 1982 e prefeito da mesma cidade
entre 1982 e 1983. Foi presidente da então estatal Companhia Energética de Pernambuco (CELPE) em 1983 e
secretário dos Transportes, Comunicação e Energia do Estado de Pernambuco entre 1983 e 1986.
Ele foi eleito como deputado federal para mandatos entre 1991 e 2011.
Ele foi eleito como deputado federal para mandatos entre 1991 e 2011. Durante 1995 e 1999, licenciou-
-se do mandato como deputado para assumir a secretaria municipal de Planejamento, Urbanismo e
Meio Ambiente de Recife.
Na legislatura de 2007 a 2011, também se licenciou do cargo como deputado para assumir como ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, entre 2007 e 2009. Múcio,
então no PTB, ainda foi líder do governo Lula na Câmara em 2007. Em 2009, renunciou como deputado
para se tornar ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2018, foi eleito presidente do TCU,
para um mandato de um ano
Ele foi eleito como deputado federal para mandatos entre 1991 e 2011. Durante 1995 e 1999, licenciou-
-se do mandato como deputado para assumir a secretaria municipal de Planejamento, Urbanismo e
Meio Ambiente de Recife.
Na legislatura de 2007 a 2011, também se licenciou do cargo como deputado para assumir como ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, entre 2007 e 2009. Múcio, então no PTB, ainda foi líder do governo Lula na Câmara em 2007. Em 2009, renunciou como deputado para se tornar ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2018, foi eleito presidente do TCU,
para um mandato de um ano.
Desenvolvimento Social e
Garantia de Direitos
Silvio Luiz de Almeida | FGV EAESP
 
Silvio Almeida
Ministro dos Direitos Humanos e Cidadania
Nascido em São Paulo (SP), Silvio Almeida é professor universitário, advogado, jurista e filósofo. Graduou-se
em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1995-1999) e em Filosofia pela Universidade de São
Paulo (2004-2011). É mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e
doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo. É professor visitante da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e pesquisador da Universidade Duke (EUA).
Silvio Almeida é filho de Barbosinha, ex-goleiro que passou pelo Corinthians em 1967, que ganhou o apelido em
referência a Barbosa, que defendeu o gol brasileiro na Copa de 1950.
Há mais de 20 anos, Silvio atua a favor da diversidade, na luta pelos direitos humanos e contra o racismo. É autor das obras “Racismo Estrutural”, (São Paulo: Pólen Livros, 2019); “Sartre – direito e política: ontologia, liberdade e revolução”, (São Paulo: Boitempo, 2016); e “O Direito no Jovem Lukács: A Filosofia do Direito em História e Consciência de Classe”, (São Paulo: Alfa Ômega, 2006).
Presidiu o Centro de Estudos Brasileiros do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), bem como o Instituto Luiz Gama, organização de direitos humanos voltada à defesa jurídica das minorias e de causas populares.
Em 2021, foi o relator da comissão de juristas criada pela Câmara dos Deputados para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo estrutural e institucional no País. Colunista do jornal Folha de São Paulo desde 2020, deixou o periódico para integrar a equipe de transição do novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Anielle Franco será ministra da Igualdade Racial | Diário da manhã
 
Anielle Franco
Ministra da Igualdade Racial
Nascida na comunidade carioca da Maré, formou-se em Jornalismo pela Universidade do Estado da Carolina do
Norte, nos EUA, e em Inglês e Literatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Está concluindo
outro mestrado em Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ela também é uma das quatro brasileiras selecionadas,em 2021, para a nova edição Ford Global Fellow, programa que visa fortalecer lideranças globais da Fundação
(Ford).
 
Cida Gonçalves diz que levará "questões complexas" de MS para Ministério - Primeira Página
 
Cida Gonçalves
Ministra das Mulheres
A nova ministra Maria Aparecida Gonçalves é ativista e especialista em gênero e violência contra mulher. Ela
já foi secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher no primeiro governo do presidente Lula,
iniciado em 2003. Ocupou o mesmo cargo na gestão de Dilma Rousseff.
É natural de Clementina (SP) mas iniciou sua carreira política em Mato Grosso do Sul, onde militou em movimentos sociais e dos direitos das mulheres em Campo Grande, onde mora.
Foi assessora técnica e política da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher no governo do
Mato Grosso do Sul de 1999 a 2000.
Nos últimos anos, a futura ministra atuava como consultora em política públicas para o enfrentamento
da violência contra a mulher e dava palestras e cursos para prefeituras e governos estaduais sobre a
atuação na área.
Sônia Guajajara é anunciada por Lula como ministra dos Povos Indígenas; veja perfil – Jornal Floripa
Sonia Guajajara
Ministra dos Povos Indígenas
Internacionalmente reconhecida por sua luta em defesa dos direitos dos povos indígenas, seus territórios e por
sua luta pelas causas socioambientais, Sonia é do povo Guajajara/Tentehar, que habita nas matas da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. Fez parte da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (Coapima), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e atuou como coordenadora executiva da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).
Também integrou o GT dos Povos Originários e foi parte fundamental na construção do relatório que mapeou as principais demandas e prioridades para os povos indígenas, como a demarcação de terras – completamente paralisada desde que Bolsonaro assumiu a presidência.
Sonia também é conselheira da Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais – Conselho vinculado
à ONU e participa, desde 2009, das discussões climáticas desde seu território até as Conferências Mundiais do Clima (COP) e há anos leva denúncias ao Parlamento Europeu, entre outros órgãos e instâncias
internacionais.
Luiz Marinho (@luizmarinhopt) / Twitter
 
Luiz Marinho
Ministro do Trabalho e Emprego
Ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Marinho volta a ser ministro, no governo de Lula, depois ter comandado a mesma pasta entre 2005 e 2007. Ele também foi o titular do Ministério da Previdência Social entre 2007 e 2008. Marinho deixou o governo federal no final de 2008 para nconcorrer à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), município que comandou de 2009 a 2016. Atualmente, ele preside o diretório estadual do PT em
São Paulo e foi eleito deputado federal nas eleições de outubro.
Marinho é formado em direito, mas acumula uma longa trajetória como sindicalista e político. Foi nos anos de 1970, como operário de uma montadora, que iniciou a participação em movimento sindical que se fortalecia, à época, na região no entorno da capital, conhecida como ABC.
Em 1996, chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – o mesmo que, duas décadas antes,
foi presidido por Lula. Permaneceu no cargo até 2003,
quando assumiu a presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
 
Formado em Medicina, Geraldo Alckmin é um dos fundadores do PSDB e era considerado um dos principais quadros da sigla, até deixar o partido no final de dezembro de 2021.
Pela legenda, disputou a Presidência da República em duas ocasiões: em 2006 ? quando foi derrotado por Lula no segundo turno ? e 2018, quarto colocado no pleito que teve a vitória de Jair Bolsonaro.
 
Veterano com trajetória de cinco décadas na política, foi deputado federal, deputado estadual, prefeito de Pindamonhangaba, no interior paulista, vereador da mesma cidade, vice-governador e governador de São Paulo. Durante boa parte deste tempo, esteve em campo oposto ao PT.
Mas, em manobra impensável há pouco mais de um ano, fragilizado após a perda de espaços no PSDB, Alckmin passou a manter conversas com aliados de Lula. Ainda que tucanos e petistas tenham se engalfinhado durante a maior parte dos últimos 30 anos, os dois chegaram a um denominador comum para lançar uma chapa que traduzisse a ideia de uma frente ampla contra Bolsonaro.
O nome de Alckmin ampliou as condições de acesso a Lula a um eleitorado de perfil mais conservador, sobretudo no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. O atual vice tem sólida formação religiosa, é popular no conservador interior paulista e defensor de privatizações, concessões e parcerias público-privadas (PPPs).
Inicialmente, Lula não planejava ter seu vice à frente de uma pasta, mas, diante de uma série de negativas de pretendentes para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a “solução caseira” pareceu a melhor opção.
O primeiro grande desafio do vice será representar o Brasil, em janeiro, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça). A ideia de Lula é que Alckmin use sua capacidade de interlocução com investidores e o setor produtivo para atrair investimentos e garantir novas oportunidades para os negócios no país. O presidente eleito tem dito que espera ter um comportamento de “mascate” do vice na pasta.
Superintendente do Ibama no Ceará entre 2003 e 2004, Camilo Santana foi servidor público federal concursado. Dois anos mais tarde, assumiu a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Agrário no governo de Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro Gomes.
Ex-deputado estadual, Camilo também trabalhou como secretário das Cidades do governo do pedetista em 2012. Governador eleito por dois mandatos, foi o candidato mais votado para a vaga do Ceará em disputa no Senado Federal, em 2022.
No comando do Ministério da Educação, terá o desafio de coordenar uma pasta fundamental do novo governo em um contexto de significativas perdas de aprendizagem de jovens na pandemia de Covid-19.
Uma de suas missões será de aproveitar os bons resultados educacionais obtidos pelo Ceará nas últimas administrações como modelo para políticas públicas em coordenação com Estados e municípios.
Ex-prefeita de Olinda (PE), Luciana Santos é presidente nacional do PCdoB, um dos partidos que estiveram com Lula na campanha eleitoral (inclusive, como integrante de federação partidária com PT e PV) e que integrarão a base parlamentar do petista. Engenheira de formação, ela começou sua trajetória política no movimento estudantil.
Natural do Recife (PE), foi a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-governadora no Estado, eleita em 2018 junto com Paulo Câmara (PSB). Ambos encerram o mandato neste mês. A futura ministra também já exerceu os cargos de deputada estadual e deputada federal.
Ela é a primeira mulher negra a comandar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. Confirmada na pasta, a política disse que uma de suas prioridades será reajustar as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), cujos valores se mantêm desde 2013.
Nascida em Salvador, a artista Margareth Menezes tem engajamento em obras sociais, promovendo o desenvolvimento de jovens por meio de cursos profissionalizantes e oficinas de arte. Ela terá o desafio de liderar a pasta extinta durante o governo de Jair Bolsonaro e alocada no Ministério do Turismo.
Como cantora e expoente da música brasileira, Margareth colecionou 23 turnês internacionais, 15 álbuns e quatro indicações ao Grammy Awards. Sua carreira é marcada por trabalhos realizados com diversos artistas, como Gilberto Gil e Carlinhos Brown.
Primeira mulher a assumir o Ministério da Saúde, Nísia Trindade é doutora em Sociologia, mestre em Ciência Política e graduada em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Ela é presidente da Fiocruz desde 2017 e também foi diretora da Casa de Oswaldo Cruz, unidade da Fiocruz voltada para pesquisa e memória.
Também exerceu a vice-presidência de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz. Participou da elaboração do Museu da Vida, museu de ciência da Fiocruz. Produziu artigos e livros com reflexões sobre os dilemas da sociedade nacional.
Márcio França é formado em Direito e é filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) há 34 anos. Começou sua trajetória política como vereador em São Vicente, no litoral paulista. Foi prefeito por dois mandatos da cidade no final dos anos 90.
Também foi deputado federal por dois mandatos. Foi nomeado secretário de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo. Foi vice-governador de São Paulo e assumiu o comando do estado entre 2018 e 2019, após Alckmin renunciar para concorrer à Presidência da República.
Nas últimas eleições, disputou uma vaga para o Senado Federal por São Paulo, na mesma chapa que tinha Lula e Alckmin como candidatos para o Executivo nacional, mas não foi eleito.
Senador eleito pelo Piauí, Wellington Dias foi governador do Estado por quatro mandatos e também já havia ocupado uma cadeira no Senado Federal anteriormente.
O político teve atuação destacada durante o período mais crítico da pandemia da Covid-19, participando como coordenador do Fórum de Governadores, na busca por vacinas e suprimentos.
No ministério de Desenvolvimento Social, pasta considerada prioritária pelo PT, será responsável por programas sociais de combate à fome e à pobreza, como o Bolsa Família, que será retomado no lugar do Auxílio Brasil e “turbinado” com o valor de R$ 600,00 mensais e um adicional de R$ 150,00 a famílias com crianças de até seis anos.
Durante os trabalhos de transição de governo, Dias foi indicado por Lula para acompanhar a adequação do Orçamento da União para 2023, junto ao relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), e foi um dos articuladores da PEC da Transição no Congresso Nacional.
Paulo Teixeira foi eleito para o quinto mandato como deputado federal nas eleições de 2022. Já foi vereador em São Paulo e também deputado estadual. Tem passagens pela secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano e pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy à frente da prefeitura da capital paulista.
Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde a década de 1980, o novo ministro é advogado, graduado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). O político é reconhecido pelo bom trânsito na área jurídica e é visto como um dos nomes mais próximos de Lula no parlamento.
Nascido no Paraná, Carlos Fávaro é senador pelo Mato Grosso e foi um dos apoiadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Estado, que registrou esmagadora vitória do presidente Jair Bolsonaro (por 65% a 35% dos votos válidos no segundo turno).
Com boa interlocução entre representantes do agronegócio, Fávaro foi presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso. Ele é apontado como uma das principais pontes do governo eleito com o setor, que se tornou um dos pilares da base de apoio a Bolsonaro.
Em 2014, Fávaro foi eleito vice-governador e dois anos mais tarde foi nomeado secretário de Estado de Meio Ambiente. Assumiu a cadeira de Senador ao vencer as eleições suplementares de 2020, após afastamento de Selma Arruda.
Deputado federal em seu sexto mandato, André de Paula é presidente do PSD em Pernambuco. Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, foi secretário Estadual de Produção Rural e Reforma Agrária, e também tem passagem pela Secretaria das Cidades.
Em um dos últimos atos do Congresso Nacional na atual legislatura, o parlamentar votou a favor da proposta da PEC da Transição, tida como fundamental pelo governo eleito para viabilizar o Bolsa Família “turbinado” e outras promessas de campanha de Lula.
Experiente na política, André de Paula iniciou sua trajetória na vida pública ainda na juventude. Foi vereador, deputado estadual e deputado federal.
Durante a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), a Secretaria da Pesca – que teve status de ministério nos governos anteriores de Lula – foi incorporada pelo Ministério da Agricultura, desenho que permaneceu no governo de Jair Bolsonaro.
Presidente nacional do PDT ? sigla que teve Ciro Gomes como candidato nas últimas duas eleições para a Presidência da República ?, Carlos Lupi já comandou Ministério do Trabalho e Emprego durante o governo Lula e parte da gestão de Dilma Rousseff (PT).
À época, ele deixou o cargo durante um processo conhecido como “faxina”, no início do governo Dilma, sob denúncias de se beneficiar de convênios irregulares com ONGs. Sua saída foi recomendada pela própria Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
Lupi sempre negou as acusações e, na ocasião, disse ter sofrido “perseguição política e pessoal da mídia (…) sem direito de defesa e sem provas”.
Natural de Campinas (SP), Lupi fez sua carreira política no Rio de Janeiro, estado pelo qual atuou como deputado federal de 1991 a 1995.
A nomeação para o Ministério da Previdência Social está abaixo das expectativas do PDT no novo governo. A pasta, embora tenha orçamento vultoso, é considerada no meio político como mais “burocrática”, sem espaços para a implementação de políticas.
Como ministro, Lupi diz que sua prioridade será acabar com as filas do INSS. Segundo ele, haveria ainda 1,3 milhão de pessoas aguardando para obter pensões e aposentadorias.
Um dos ícones do vôlei feminino brasileiro, integrante da geração que trouxe a primeira medalha olímpica da categoria ao país, nos Jogos de Atlanta, em 1996, Ana Moser integrou o grupo de trabalho do Esporte na equipe de transição de governo.
A atleta não possui filiação partidária e é fundadora do Instituto Esporte e Educação, organizacão não-governamental que busca difundir o esporte e que já atendeu mais de 6 milhões de crianças no país. A iniciativa, voltada a jovens das periferias, utiliza as práticas esportivas como instrumento de promoção de diversidade, inclusão e coletividade.
Ela será a primeira mulher a comandar o ministério. Sua missão será reestruturar uma pasta que deixou de existir durante o governo de Jair Bolsonaro.
Filho do senador Jader Barbalho (MDB-PA), um dos políticos mais tradicionais do país, e irmão do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), Jader Barbalho Filho é empresário do setor de comunicação e presidente do MDB em seu Estado desde 2019.
O Ministério das Cidades foi fundido com o Ministério da Integração Nacional, durante o governo Jair Bolsonaro, para a criação do Ministério do Desenvolvimento Regional. A pasta será recriada na volta de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto.
Um dos principais desafios da pasta será a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com foco especial na volta do crédito à chamada “faixa 1”, formada por famílias de renda mais baixa, que dependem de condições especiais de crédito por parte do governo federal.
Sua nomeação para o Ministério das Cidades foi uma vitória de Helder Barbalho, que teve papel relevante na vitória de Lula na corrida presidencial ao garantir expressiva vantagem ao petista sobre Bolsonaro no Estado.
Atual governador do Amapá, Waldez Góes possui extensa carreira política. Filiado ao PDT desde 1989, sua indicação para o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional foi fruto de articulação envolvendo o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.
A ideia é que o futuro ministro migre para o União Brasil para entrar na cota das indicações do partido para o governo Lula. O favorito para a indicação era o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA), líder da bancada na Câmara dos Deputados, mas que teve seu nome vetado pelo PT.
Nascido em Gurupá (PA), Góes é técnico agrícola e formado em Políticas Públicas pela Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na política, ele já venceu por quatro vezes a disputa pelo governo do Amapá. Também já atuou como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá.
O novo ministro já foi condenado a seis anos e nove meses de prisão pelo crime de peculato, em regime semiaberto, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2019. Ele é acusado de desviar valores de empréstimos consignados dos servidores estaduais, para quitar despesas de outras áreas do governo estadual. A ação foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Em 2010, concorreu ao Senado Federal, mas as duas vagas em disputa ficaram com Gilvam Borges (MDB) e Randolfe Rodrigues (Rede).
O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional está sendo recriado no novo governo Lula, após ter sido incorporado à pasta do Desenvolvimento Regional durante a gestão de Jair Bolsonaro. O ministério recriado terá sob seu guarda-chuva a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), posição cobiçada pelo mundo político.
Uma das vozes mais respeitadas internacionalmente na luta pela preservação do meio ambiente, Marina Silva se reaproximou de Lula nas últimas eleições em razão do forte antagonismo ao governo de Jair Bolsonaro e sua gestão sobre o tema.
Ela nasceu no seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco (AC). Na infância, ajudava a família na coleta de látex e castanha, e na roça. Só aprendeu a fazer contas aos 14 anos. Aos 15, ficou órfã de mãe. Aos 16, contraiu hepatite e foi se tratar em Rio Branco. Acabou ficando. Chegou a trabalhar como emprega doméstica e durante dois anos morou no convento das irmãs Servas de Maria Reparadoras.
Formada em História, atuou nas causas ambientais ao lado do ícone Chico Mendes, líder do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, assassinado em 1988. Foi uma das fundadoras da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre, em 1984. Filiada ao PT, atuou como deputada estadual e senadora, além de ter comandado a pasta do Meio Ambiente em parte do governo Lula. Deixou o posto em meio a atritos com outros ministros, que a acusavam de travar o licenciamento ambiental de projetos.
Marina Silva retorna ao Ministério do Meio Ambiente com a crença de que Lula abraçou uma perspectiva transversal sobre a importância da preservação ambiental. Agora, ela tem a missão de garantir desmatamento zero na Amazônia e recuperar o protagonismo do Brasil na agenda ambiental.
A política e ativista também terá o desafio de recuperar instituições relevantes na área, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Senador em fim de mandato, Alexandre Silveira participou da campanha de Lula em Minas Gerais e foi figura fundamental para a aprovação da PEC da Transição, tida como fundamental pelo novo governo para a garantia de programas sociais e outras promessas de campanha, no Congresso Nacional.
O parlamentar, inicialmente suplente de Antonio Anastasia (que deixou o Senado Federal em fevereiro para assumir o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União), foi coordenador do grupo de trabalho para a área de infraestrutura na equipe de transição de governo.
Técnico em contabilidade e advogado, já atuou como delegado da Polícia Civil.
Na política, candidatou-se à Câmara dos Deputados a convite do ex-presidente José de Alencar. Foi eleito para seu primeiro mandato em 2002 e reeleito nos dois pleitos seguintes.
Durante o primeiro mandato de Lula, chefiou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), posto cobiçado no meio político, também a convite de José de Alencar.
Atualmente é tido como figura próxima de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente do Senado Federal.
 
Juscelino Filho
A escolha do deputado federal Juscelino Filho para o Ministério das Comunicações foi uma das movimentações de última hora de Lula para montar o quebra-cabeça dos aliados na Esplanada dos Ministérios. Inicialmente, a ideia era destinar a pasta ao deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Juscelino Filho é natural de São Luís (MA), formado em Medicina pelo Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma). Está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados, onde é vice-líder da bancada do União Brasil, e foi reeleito no último pleito.
Deputada federal eleita para seu segundo mandato, Daniela do Waguinho foi a segunda mais votada na disputa por um assento na casa legislativa pelo Rio de Janeiro.
Ela é esposa do prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner dos Santos Carneiro (União Brasil), o Waguinho, que se tornou importante cabo eleitoral para Lula nas eleições para a Presidência da República ? uma exceção entre os gestores municipais da Baixada Fluminense.
Pedagoga, já atuou como professora do ensino fundamental e trabalhou na Secretaria Municipal de Educação do Rio. No meio político, atuou como secretária municipal de Assistência Social e Cidadania de Belford Roxo e passou pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Rio.
Atualmente, participa de três comissões na Câmara dos Deputados: de Educação, de Seguridade Social e Família e do Meio Ambiente. Também é coordenadora da região Sudeste da Frente Parlamentar Mista da primeira Infância do Congresso Nacional.
Governador de Alagoas por dois mandatos, Renan Filho é natural de Murici (AL). Ele é filho do senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos políticos mais conhecidos do país.
Formado em Ciências Econômicas pela Universidade de Brasília (UnB), fez curso de extensão em Políticas Públicas na Universidade de Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos.
Na política, já foi prefeito por dois mandatos do município de Murici (AL). Também atuou como deputado federal e governador de seu Estado.
No setor dos transportes, onde atuará como ministro, sua gestão colocou Alagoas em posição de destaque em qualidade de rodovias no país, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
 
Vinícius Marques é graduado e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e em Direito Comparado pela Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne.
Especialista em políticas públicas e gestão governamental do Governo Federal, foi presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de 2012 a 2016.
Carvalho integrou a equipe de transição do novo governo como membro do grupo responsável pela área de infraestrutura.
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