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Por Folhapress
Em menos de um ano, a cidade de Cuité de Mamanguape, a 64 km de João Pessoa (PB), quase dobrou a cobertura global de vacinas de rotina de suas crianças: saiu de 32%, em 2021, para 59% no início deste mês. Para alguns imunizantes, mais do que triplicou. A cobertura da pentavalente passou de 31% para 106%, a contra a paralisia infantil de 26% para 104%, e a tríplice viral, de 33% para 91%.
 
A Paraíba também foi o primeiro estado da federação a alcançar, em outubro último, a meta da campanha de vacinação contra a poliomielite, que é uma cobertura de 95%. O Amapá foi o segundo a atingir esse objetivo. No país como um todo, a taxa ficou abaixo de 60%.
 
Os dados desses dois estados são resultados de um projeto inédito que busca resgatar as altas coberturas vacinais realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em parceria com o Ministério da Saúde e a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).
 
Após um diagnóstico das barreiras que enfrentam para cumprir metas de vacinação infantil, os municípios fizeram planos de ação e adotaram medidas como vacinação em creches, contratação e capacitação de profissionais para a imunização e reforço da comunicação com a comunidade no enfrentamento da hesitação vacinal e das fake news.
 
Lançado em dezembro de 2021, o projeto foi desenvolvido em 25 municípios da Paraíba e em 16 do Amapá. A iniciativa deu tão certo que, neste ano, o governo paraibano decidiu entendê-la a todos os 223 municípios do estado.
 
Os dados globais do projeto ainda estão sendo contabilizados e deve servir de modelo para uma série de mudanças na área da vacinação que a nova ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, deve anunciar nos próximos dias.
 
O PNI (Programa Nacional de Imunizações), por exemplo, deverá se transformar em um departamento dentro da estrutura do ministério. Em 2021, a vacinação infantil no país chegou a seu pior nível em três décadas, com 68% de cobertura –contra 97%, em 2015. Com isso, houve a reintrodução do sarampo e há a ameaça de doenças já erradicadas, como a poliomielite, voltarem a fazer vítimas no país.
 
"A vacinação deixou de ser prioridade há muito tempo. Não há investimento, não há capacitação dos profissionais, muitas das pessoas que estão nas salas de vacinas não são contratadas, mudam a todo o momento, o que aumenta o risco de erros, de aplicação de vacinas erradas", diz a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm.
 
Para ela, o projeto mostra que as altas coberturas só serão retomadas se a vacinação estiver entre as prioridades dos gestores municipais. "A gente vê investimentos do Ministério da Saúde destinados à vacinação sendo usados pelos municípios em outras áreas da saúde."
 
Além da parcerias com os gestores estaduais e municipais, o projeto conta com o apoio de vários atores, como universidades, escolas, igrejas, sindicatos, o MST (Movimento dos Sem Terra) e o Grupo Mulheres do Brasil.
 
Segundo a médica Maria de Lourdes de Sousa Maia, uma das coordenadora do projeto na Fiocruz, nos últimos anos houve um enorme distanciamento entre o PNI e a atenção primária à saúde, que executa as ações de vacinação nos municípios. "Isso gerou um desânimo muito grande na ponta do sistema."
 
Os pesquisadores envolvidos no projeto detectaram vários problemas que atravancam as ações de imunização como a falta de computadores nas unidades de saúde e de carros para fazer busca ativa dos não vacinados, além da ausência de profissionais da enfermagem fixos nas salas de vacinação.
 
Maia afirma que também encontrou salas de vacina com horários reduzidos, o que dificulta o acesso. "Se o horário da vacina é das 8h às 17h, não dá para encerrar às 11h e mandar a pessoa voltar em outra hora. Muitas vezes, é na hora do almoço que alguém pode levar o filho para vacinar."
 
Para Talita Alves de Almeida, gerente-executiva de Vigilância em Saúde da Paraíba, a sobrecarga dos profissionais da atenção primária também dificulta as ações de vacinação. Por exemplo: os técnicos de enfermagem que atuam na vacinação monitoram também os hipertensos, os diabéticos, fazem curativos e atendimentos domiciliares. As enfermeiras, que devem supervisionar a sala de vacina, fazem pré-natal, colhem exames citológicos, fazem teste de HIV entre outros.
 
"O profissional está lá na unidade, a unidade está aberta, mas ele está disponível naquele momento em que a mãe está esperando para vacinar o filho? A gente precisa rediscutir o papel desse profissional da enfermagem na sala de vacina", diz.
 
Ela afirma que durante a campanha de vacinação contra a poliomielite, entre agosto e outubro, houve um monitoramento e uma comunicação diária com os profissionais e agentes de saúde para que os municípios atingissem as metas. "A gente ligava e dizia: você está com 70% de cobertura, suas crianças com menor cobertura são as de um ano. Onde estão elas? Na creche? Você já fez a vacina na creche?"
 
O diálogo com a população sobre a importância da vacinação aconteceu em vários espaços, como nas igrejas e nas escolas, e as unidades de saúde passaram a abrir aos sábados.
 
Com isso, dos 223 municípios do estado, só oito não alcançaram metas acima de 95% na vacinação contra a pólio, mas chegaram bem perto. E apenas um ficou com 83%. "Tivemos municípios que entre agosto e setembro saíram de 30% de cobertura e bateram em 95%", conta Talita Almeida.
 
Há ainda dificuldades dos profissionais em lidar com os sistemas de informação. "Encontrei pilhas de papéis, com dados para serem digitados. Não adianta só fazer 'lives' com tutoriais sobre os sistemas. Tem que botar o pessoal numa sala com computador e treinar presencialmente", diz Maia, da Fiocruz.
 
Também existem problemas na entrada dos dados dos municípios no sistema de informações do Ministério da Saúde. Em outubro, a estimativa era que havia uma defasagem de 30 milhões de doses entre as vacinas efetivamente aplicadas e as taxas que aparecem no Datasus.
 
Maia afirma que a equipe do projeto não encontrou falta de vacina em nenhum município. "Em muitos, as câmaras frias estavam muito cheias. Mas isso não costuma ser um bom indicador. Quer dizer que as vacinas não estão sendo aplicadas."
Por Redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (2), o primeiro tratamento de uso semanal para sobrepeso e obesidade. O Wegovy (semaglutida 2,4mg) é produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, que também fabrica o Ozempic — medicamento para diabetes usado “off label” para a perda de peso.
 
A semaglutida é um agonista receptor do GLP-1 RA, muito semelhante ao hormônio humano GLP-1, que age na produção de insulina e na sensação de saciedade. A molécula induz a perda de peso e reduz a fome do paciente. Esta combinação contribui para que o indivíduo coma menos e, consequentemente, tenha um déficit calórico e emagreça.
 
O medicamento é comercializado nos Estados Unidos desde 2021. A decisão da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (2), foi baseada nos resultados do programa de ensaios clínicos STEP (Semaglutide Treatment Effect in People with Obesity) realizado com cerca de 4,5 mil pessoas de todo o mundo.
 
No estudo, um em cada três pacientes perdeu 20% de seu peso corporal durante o tratamento com Wegovy. Os participantes que usaram o medicamento perderam, em média, 17% do peso corporal em cerca de 17 meses. Os voluntários que fazem parte do grupo de controle, com uso de placebo, perderam apenas 2,4% de massa durante o período.
 
Ao final do estudo clínico, um em cada três pacientes havia perdido 20% de seu peso corporal. Cerca de 80% conseguiram reduzir 5% ou mais do peso com o uso semanal da semaglutida.
 
“Com essa aprovação, entramos oficialmente em uma nova era no tratamento da obesidade, com resultados de redução de peso nunca antes vistos”, afirma o médico endocrinologista Bruno Halpern, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).
 
O médico endocrinologista Paulo Miranda, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), avalia a aprovação do uso da semaglutida em dose de 2,4mg para o tratamento da obesidade como um marco importante para o tratamento da doença e das pessoas com diagnóstico de obesidade.
 
“Temos um pequeno arsenal de medicações disponíveis hoje e esta chega, como o remédio que nos estudos demonstrou a maior potência em redução de perda de peso de forma sustentada e segura”, afirma.
 
O médico lembra que a terapia farmacológica deve ser associada a mudanças de hábito de vida, com acompanhamento de um endocrinologista e de uma equipe multidisciplinar.
 
Durante os ensaios clínicos, alguns participantes que fizeram uso do Wegovy apresentaram eventos colaterais considerados leves e transitórios. Os relatados com mais frequência foram de natureza gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dores abdominais.
 
Embora o Wegovy utilize a semaglutida, mesmo princípio do Ozempic – medicamento para diabetes tipo 2 que ganhou popularidade pelo uso off label para a perda de peso –, tratam-se de produtos distintos. A farmacêutica destaca que os tratamentos possuem diferentes indicações, dosagens, informações de prescrição, esquemas de titulação e, por isso, não são intercambiáveis.
 
Ainda não há uma data prevista para que o Wegovy chegue ao mercado brasileiro. A próxima etapa do processo de incorporação será a definição de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
 
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Por Maurício Leiro / Bruno Leite
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) falou nesta terça-feira (3) sobre novos investimentos no âmbito da saúde na região de Feira de Santana. De acordo com o gestor, haverá um empenho do seu governo em travar conversas com o consórcio regional de saúde para a construção de uma segunda policlínica no território.
 
"Nós queremos muito um diálogo com o consórcio de saúde para que a policlínica, que ficou pequena", descreveu Rodrigues, se referindo ao equipamento construído pelo seu antecessor ao lado do Hospital Estadual da Criança (HEC). "Com certeza, ali no Portal do Sertão, terá outra policlínica, porque já é insuficiente o atendimento", emendou.
Por Redação
O Hospital Albert Einstein viu aumentar em R$ 100 milhões o valor a receber por participar do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
 
De acordo com a edição da última terça-feira (27) do Diário Oficial da União, o programa do Ministério da Saúde irá destinar R$ 363.634.906 ao Einstein, para apoiar a qualificação do processo de doação e transplantes de órgãos, tecidos e medula óssea. A informação é do Metrópoles.
 
O elevado valor provocou um rebuliço entre gestores do setor, principalmente de Santas Casas e hospitais filantrópicos que sofrem com a defasagem dos valores pagos pela tabela do SUS, mas respondem por 50% das demandas de média complexidade do SUS e 70% da alta complexidade.
Por Redação
O estado americano de Nova York legalizou no sábado a compostagem humana, nome popular para o processo conhecido como redução orgânica, que transforma o corpo em adubo e acelera sua decomposição. As informações são do jornal O Globo.
 
Com a assinatura da governadora Kathy Hochul, a unidade federativa torna-se a sexta dos Estados Unidos a legalizar o procedimento, visto como uma alternativa mais amigável ao meio ambiente que o sepultamento.
 
Na compostagem humana, o corpo sem vida é posto em um recipiente semi-aberto reutilizável, com um apoio adequado para os restos mortais, feito a partir de lascas de madeira, alfafa ou palha. É necessária uma estrutura bem arejada para permitir que micróbios e bactérias-chave se proliferem, possibilitando que a decomposição ocorra em cerca de um mês.
 
Após cerca de um mês, quando há ainda um processo de aquecimento para matar qualquer tipo de contágio, é produzido um metro cúbico de solo denso em nutrientes. O produto final, que é entregue aos parentes, equivale a 36 sacos de solo, e pode ser utilizado como fertilizante.
 
Todo o processo é feito em lugares especializados, e os corpos não chegam a serem postos no solo em momento algum. Um limitador, contudo, é o preço salgado: segundo a firma Recompose, cuja instalação em Seattle é uma das pioneiras do planeta, a compostagem humana pode custar US$ 7 mil (R$ 37,4 mil).
 
O custo, contudo, não é tão diferente daquele de um funeral comum nos EUA: segundo a Associação Nacional dos Diretores Funerários, um velório seguido de enterro custa em média US$ 7,8 mil (R$ 41,7 mil). Um velório seguido de cremação sai, em média, quase US$ 7 mil (R$ 37,4 mil).
 
Apoiadores do procedimento também destacam que é uma alternativa ecológica, já que, diferentemente de outros meios, como a cremação. Isso porque não há a emissão de gases-estufa, os principais causadores do aquecimento global — segundo estimativas de cientistas, a emissão de tais substâncias deve ser neutralizada por completo para que o mundo consiga limitar o aquecimento global a 1,5°C até 2100, patamar considerado limítrofe para evitar um cataclismo.
 
Enterros tradicionais também envolvem caixões habitualmente feitos de madeira, e o desmatamento ilegal é outro grande contribuinte da poluição da atmosfera.
 
 
Por INFORME PUBLICITÁRIO
A autoconfiança é muito valorizada no mercado de trabalho, pois indica que a pessoa se sente qualificada para desempenhar seu trabalho e acredita em sua capacidade de enfrentar os desafios que surgirem ao longo da carreira. Mas, como acontece com muitas coisas na vida, essa sensação não deve ser exagerada nem insuficiente durante um processo de seleção profissional. Continue lendo e descubra como manter as doses certas de autoconfiança antes, durante e depois de uma entrevista de emprego.
 
O papel da autoconfiança antes da entrevista de emprego
Antes mesmo de iniciar sua preparação para a entrevista de emprego, dedique um momento para celebrar sua conquista e identificar os acertos que colocaram você mais perto do seu objetivo. Afinal, a convocação para essa etapa confirma que você atendeu aos requisitos para preencher uma vaga e soube apresentar a sua candidatura do modo adequado. 
 
Isso serve como estímulo para a sua autoconfiança e ajuda no controle do nervosismo diante do que ainda está para acontecer. Portanto, aproveite para reler seu currículo e carta de apresentação, comparar esse material com o anúncio daquela oportunidade e refletir sobre o que dizer sobre você na entrevista.
 
Cada pessoa tem os próprios rituais para se preparar para esse grande momento, mas você pode seguir as dicas do artigo linkado acima, que inclui:
 
Se possível, faça algumas simulações com ajuda de familiares ou colegas para experimentar a sensação de interagir com quem faz as perguntas. E, ao se pegar pensando em algo que poderia sair errado, foque no que você pode fazer para que aquilo dê certo.
 
Como demonstrar autoconfiança durante a entrevista de emprego
Por mais que você tenha treinado bastante para a entrevista de emprego, é natural que a ansiedade se mistura à sua autoconfiança conforme o momento vai se aproximando. Para evitar que isso disperse a sua atenção ou faça com que você soe arrogante em suas falas, procure respirar com calma e seguir o fluxo proposto pelo entrevistador ou entrevistadora, lembrando de:
 
Se você acha que terá dificuldade em manter e demonstrar autoconfiança nessa hora, experimente exercitar algumas técnicas de escuta empática ao se preparar para a entrevista. Isso faz com que a interação seja mais genuína e proveitosa, permitindo que você fique mais à vontade na conversa sem deixar o profissionalismo de lado.
 
Dicas para manter a autoconfiança após a entrevista de emprego
Aproveite o alívio do estresse depois que uma entrevista de emprego terminar e mantenha sua autoconfiança enquanto você não tem notícias sobre o avanço daquele processo. Estas atitudes ajudam a lidar melhor com isso:
Você tem todo o direito de para pedir uma posição sobre uma entrevista de emprego, mas prepare-se para encarar qualquer resultado com positividade — inclusive a falta de retorno para seu contato. Lembre-se que muitas coisas envolvidas na seleção de talentos não dependem de você, mas que é possível aprender muito ao participar desse processo.
Por Redação
O primeiro bebê de 2023, nascido na rede estadual materno-infantil da Bahia, veio ao mundo às 00h28 do dia 1º de janeiro de 2023. Pesando 3.150 Kg, Cauã Miguel Valença de Andrade, filho de Simone Valença, nasceu de parto cesárea, na maternidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), mãe e filho passam bem e devem ter alta nesta segunda-feira (2). 
 
Na região sul da Bahia, no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, Théo nasceu aos 36 minutos de 2023, de parto natural, pesando 3.690 kg e medindo 52 centímetros. Théo, nome próprio de origem grega que significa “Deus Supremo”, é filho do casal Henrique Sodré e Eduarda Almeida, residentes do município. O bebê foi recebido com festa pela equipe plantonista do HMIJS. 
 
Em Salvador, a primeira menina de 2023 nasceu de parto normal, na maternidade estadual IPERBA, às 00h40. Caiane pesa 3.305g e mede 50 centímetros.
Por Redação
A partir desta segunda-feira (2), a vacinação contra Covid-19 destinada ao público infantil com o imunizante Pfizer pediátrica para crianças entre 5 e 11 anos está suspensa temporariamente em Salvador. A situação acontece devido à falta do imunizante no estoque da rede municipal. A estratégia será retomada na cidade quando novos lotes das vacinas forem encaminhados para o município.
 
Desde o início da imunização infantil na capital baiana, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) adotou um planejamento estratégico para otimizar a utilização dos imunizantes e evitar perdas de doses, com a implantação de unidades de referência para aplicação das vacinas em crianças. Pela medida adotada, Salvador era uma das poucas cidades do país que permanecia sem interrupção da estratégia de vacinação infantil. A expectativa é que um novo lote seja enviado ao município na segunda quinzena de janeiro.
 
“Definimos um plano estratégico para obter o máximo de eficiência na utilização das doses dos imunizantes destinados ao público infantil devido ao baixo estoque. A situação atual de fornecimento das vacinas pediátricas contra Covid-19 causa preocupação para a SMS pois, ao longo dos últimos meses, passou a ser irregular, incompatível com os esforços do município em promover o estímulo à vacinação. A situação atual nos impossibilita de seguir com a estratégia nesse momento para este público, pois estamos com o estoque zerado”, explicou o secretário da pasta, Decio Martins.
 
Estará mantida a vacina com a Pfizer Baby para os pequeninos entre seis meses e menores de 5 anos, bem como a aplicação da Coronavac destinada para crianças de 3 e 4 anos de idade.
 
Outro imuno com fornecimento irregular é a vacina Coronavac, no momento destinada às crianças de 3 e 4 anos (1ª e 2ª dose) e 2ª dose dos adultos de 18 anos ou mais. Atualmente, o consumo diário médio em Salvador é de 290 doses/dia e o estoque total é de apenas mil doses.
 
“Diante do cenário exposto, também estamos na veemência de suspender a vacinação com o imunizante Coronavac até que o repasse das doses seja normalizado”, finalizou Martins.
Por Folhapress
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma MP (medida provisória) nesta segunda-feira (2) que extingue a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e transfere as atribuições do órgão para os ministérios das Cidades e da Saúde.
 
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no primeiro dia útil após a posse do mandatário. O texto só terá efeito a partir de 24 de janeiro.
 
A Funasa foi criada em abril de 1991. O órgão era cobiçado por partidos políticos por executar obras de saneamento em pequenos municípios.
 
A equipe da saúde no governo de transição havia sugerido que as atividades da Funasa fossem divididas entre as pastas da Saúde e das Cidades para evitar duplicidade de ações.
 
A equipe de Lula ainda avaliou que o órgão perdeu o foco e passou a priorizar a execução de obras com verbas de emendas parlamentares.
 
Secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior disse que o novo governo quer inserir as ações da Funasa na discussão do Ministério das Cidades sobre o saneamento.
 
A MP determina que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviço Público transfira gradualmente a estrutura e os servidores da Funasa para outros órgãos da administração federal.
 
O texto diz ainda que só serão transferidos servidores para outros órgãos após a concordância deles. Se não houver órgão ou entidade da administração pública federal apto a receber o servidor, ele poderá ser cedido para a administração pública local de outro ente federativo.
 
Em 2022, o órgão teve orçamento de R$ 3,4 bilhões. Da verba para investimento, direcionada principalmente por parlamentares, mais de R$ 540 milhões foram aplicados em serviços de melhoria do saneamento básico em pequenas comunidades rurais ou tradicionais.
 
O texto assinado por Lula afirma que serão transferidas para o Ministério da Saúde as ações relacionadas à vigilância em saúde e ambiente. Já a pasta das Cidades vai exercer as "demais atividades".
 
O governo preservou na Saúde parte das atribuições para não aumentar as dificuldades de cumprir o gasto mínimo do setor.
 
O diagnóstico das pessoas que participaram da discussão é de que o órgão era ineficiente e foco de clientelismo, com a disputa por cargos nas estruturas estaduais da Funasa.
 
Um diagnóstico levantado na transição aponta que uma reestruturação do órgão feita no governo Bolsonaro criou cerca de 700 cargos comissionados para serem distribuídos em troca de apoio no Congresso.
 
Durante o governo de transição, a ideia discutida foi trazer a Funasa para o Ministério das Cidades. Com a decisão do presidente Lula de repassar a pasta para um partido da base aliada, o foco mudou e decidiu-se pela sua extinção.
 
O temor agora é de que os partidos que disputavam cargos no órgão reajam negativamente à medida.
Por Redação
Nísia Trindade, escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser ministra da Saúde, tomou posse, nesta segunda-feira (2). Oficialmente, a socióloga e então presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já havia sido empossada por Lula logo após a cerimonia que o oficializou como chefe do Executivo.
 
Primeira mulher a presidir a Fiocruz, Nísia também será a primeira mulher a comandar a pasta. Além da socióloga, Lula anunciou que cinco dos 37 ministérios do novo governo serão chefiados por mulheres.
 
Antes de receber o convite para integrar o grupo ministerial do novo governo, a presidente da Fiocruz atuou no Grupo Técnico da Saúde do Gabinete de Transição do governo eleito.
 
A cerimônia contou com a participação de cinco ministros: das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; do Desenvolvimento Social, Wellington Dias; da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos; do Esporte, Ana Moser; da Gestão e Inovação, Esther Dweck; e das Mulheres, Cida Gonçalves.
 
Também estiveram presentes a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), o cacique Raoni Metuktire e o ex-ministro da Saúde e senador, Humberto Costa (PT-PE).
 
Nísia Trindade é graduada em ciências sociais com doutorado em sociologia, e atua como pesquisadora da Fiocruz desde 1987, tendo ocupado cargos-chave dentro da fundação, como o posto de diretora da Casa de Oswaldo Cruz (1998-2005), unidade da Fiocruz, e vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz (2011-2016).
 
Em 2017, chegou à presidência da instituição. Teve papel fundamental durante o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Na ocasião, Nísia liderou a criação de um novo Centro Hospitalar no campus de Manguinhos (RJ), além de ter gerido o aumento da produção de kits para diagnóstico rápido da doença e processamento célere dos resultados das testagens.
 
Ainda no âmbito da crise sanitária, a pesquisadora coordenou o acordo da Fiocruz de encomenda tecnológica. Em parceria com a AstraZeneca, a fundação se tornou a primeira no Brasil a produzir uma vacina contra a Covid 100% nacional, tendo fornecido ao Ministério da Saúde mais de 200 milhões de doses.
 
O desempenho durante a pandemia levou Nísia a ser reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao ser anunciada por Lula como ministra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, parabenizou a presidente da Fiocruz.
 
“Parabéns, minha amiga Dra. Nísia Trindade, pela sua nomeação para Ministra da Saúde no Brasil, e a primeira mulher nesse cargo. Tudo de bom e estou ansioso para trabalhar juntos nos próximos anos para avançar”, escreveu. As informações são do portal Metrópoles.

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