Equipe de TV é agredida em Porto Alegre por bolsonarista que … – CUT Brasil

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A equipe de reportagem estava no local registrando o momento em que as vias públicas ao lado do quartel eram desobstruídas, quando um bolsonarista Agrediu com um soco o repórter cinematográfico da RDC TV
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Publicado: 04 Janeiro, 2023 – 10h27 | Última modificação: 04 Janeiro, 2023 – 10h41
Escrito por: CUT-RS
O repórter cinematográfico Jocemar Silva, da RDC TV, foi agredido nesta terça-feira (3) por bolsonaristas golpistas que aindam permanecem no entorno do Comando Militar do Sul, no centro de Porto Alegre, mesmo após o esvaziamento ocorrido depois da fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para os EUA e a posse do presidente Lula (PT).
Segundo nota da emissora, a equipe de reportagem estava no local registrando o momento em que as vias públicas ao lado do quartel eram desobstruídas, quando um grupo de bolsonaristas se aproximou dos jornalistas, questionando se eles tinham autorização para gravar imagens.
Por não precisarem de qualquer tipo de liberação para realizar o trabalho jornalístico em via pública, os profissionais da RDC TV contam que tentaram explicar isso, mas um dos golpistas não aceitou os argumentos e agrediu com um soco o repórter cinematográfico.
NOTA OFICIAL

Equipe da RDC TV foi agredida na tarde desta terça-feira (03), no Centro de Porto Alegre. pic.twitter.com/Yu9ITKNpPd
 
O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, disse ser “intolerável que mais uma vez jornalistas sejam atacados com violência no seu trabalho de registrar os fatos para a sociedade”. Ele criticou “a postura contemplativa das autoridades da prefeitura  e do governo do Estado, que desrespeitam determinação judicial e assistem passivamente o acampamento ilegal e golpista montado após a derrota de Bolsonaro nas urnas para pregar um golpe militar e acabar com a democracia”.
“O Brasil não pode aceitar a ação criminosa e impune de extremistas de direita que atacam jornalistas, a liberdade de imprensa e de expressão e a democracia”, destacou Ademir.
Nota de repúdio
O ataque foi repudiado em nota conjunta dos  sindicatos que representam os jornalistas, os radialistas e os gráficios, além da Fenaj e da associação dos repórteres fotográficos. 
“É inadmissível a tentativa de cercear o trabalho das e dos colegas da imprensa e muito menos a liberdade de expressão para noticiar a verdade em um claro atentado contra a democracia conquistada pelo voto nas urnas”, afirma o texto.
A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) também condenou a agressão sofrida pelos jornalistas.
Leia a íntegra da nota de repúdio das entidades sindicais.
“2023 inicia com ataques contra a imprensa em Porto Alegre”.
Há três dias do início do novo ano já recebemos a informação de agressão à equipe da RDC TV em pleno exercício profissional, no centro de Porto Alegre, por manifestantes contrários ao resultado das eleições. A reportagem registrava o momento em que as vias ao lado do Comando Militar do Sul eram desobstruídas, quando uma pessoa se aproximou, questionando se a equipe tinha autorização para gravar imagens.
Sem precisar de qualquer tipo de liberação para realizar o trabalho jornalístico em via pública, os repórteres ainda tentaram argumentar, mas um dos manifestantes não aceitou os argumentos e agrediu o repórter cinematográfico Jocemar Silva. A equipe solicitou o apoio da Brigada Militar, e foi atendida pelo 9º BPM, inclusive com a presença de seu comandante, Tenente-Coronel Schimdt.
Acompanhados pelos policiais militares, os profissionais foram à 1ª Delegacia de Polícia onde apresentaram todas as imagens, inclusive do criminoso, que segundo informações, é vereador de Nova Santa Rita. De acordo com o monitoramento feito pela FENAJ, em parceria com a Abraji, de 30/10/22 a 01/01/23 já foram registrados 70 casos de agressão física, ofensas, assédio digital, entre outras modalidades de ataques a jornalistas.
A maioria deles partiu dos grupos antidemocráticos que, mesmo depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não se retiraram do entorno de quartéis do Exército. Dos 70 ataques, 65 ocorreram na cobertura dos acampamentos e bloqueios de rodovias, que foram considerados ilegais e golpistas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Acabamos o ano de 2022 com denúncias de assédio moral contra colegas da Rádio Guaíba e violência nas coberturas jornalísticas das manifestações contrárias ao resultado eleitoral. As entidades sindicais, que já tinham solicitado maior segurança ao exercício do trabalho dos profissionais, receberam do gabinete do então governador do Estado, Ranolfo Vieira Junior, no dia 3 de novembro, a garantia de que policiais militares estariam acompanhando os trabalhos de cobertura jornalística nos atos antidemocráticos contra o resultado das eleições presidenciais.
O ex-governador disse, ainda, que, ao tomar conhecimento dos graves fatos dos quais foram vítimas equipes de veículos de comunicação, nos últimos dias, determinou “providências imediatas com a identificação das autorias e consequente responsabilização na forma legal”. Ele destacou, também, não admitir nenhum ato de violência ou quebra da ordem ou dos princípios democráticos.
Salientamos que é muito importante a comunicação deste tipo de violência para criarmos mecanismos legais de mapeamento destas ações para coibir definitivamente este tipo de prática. É inadmissível a tentativa de cercear o trabalho das e dos colegas da imprensa e muito menos a liberdade de expressão para noticiar a verdade em um claro atentado contra a democracia conquistada pelo voto nas urnas.
O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul – SindJoRS, a Federação Nacional de Jornalistas – Fenaj, a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado – Arfoc/RS, o Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Porto Alegre – STIGPOA repudiam veementemente o fato de que profissionais da comunicação, da RDC TV, foram agredidos e que tiveram o seu equipamento danificado no terceiro dia do ano de 2023 e, também, prestam sua solidariedade a estes colegas.
Assinam a nota: 
Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul – SindJoRS
Federação Nacional de Jornalistas – Fenaj
Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado – Arfoc/RS
Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Porto Alegre – STIGPOA”
Leia mais 
Nota oficial da RDCTV – Rede Digital de Comunicação
ARI condena agressão
Relatório 2021 – Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil
 Com informaçoes do Sindjors e Sul21
 
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