Após Copa do Mundo, Qatar planeja investir no futebol feminino como legado – UOL

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
A Copa do Mundo terminou para a Fifa (Federação Internacional de Futebol), mas isso significa o início dos trabalhos no Cidade da Educação e na sede da Fundação Qatar. Depois de compilar dados ao redor do país, a entidade, mantida por investimentos da monarquia e parcerias privadas, vai começar a analisá-los. Desse estudo vai depender o futuro do esporte para mulheres na região.
Segundo a fundação, há algumas perguntas que precisam ser respondidas. Quantas mulheres praticam esportes hoje em dia no Qatar? Quantas estão fora do sistema? Que modalidades elas praticam mais? Quais as barreiras existentes?
As respostas vão chegar à norte-americana Alexandra Chalat, diretora da Fundação Qatar para o legado da Copa do Mundo.
“Vamos obter uma resposta nos próximos meses para lançar nossa própria estratégia”, explica ela.
O Cidade da Educação, onde há um estádio usado no Mundial, será centro de esportes para mulheres, de acordo com o plano de longo prazo traçado pelo governo e ligado à realização da Copa do Mundo.
“Tudo isso faz parte do plano Qatar 2030. Oferecer workshops, cursos de liderança, a chance de praticar esportes e dar-lhes oportunidades”, diz Maha Al Ansari, coordenadora do departamento de comunicação e ex-jogadora da seleção de basquete do Qatar.
O Qatar 2030 é estratégia traçada pela monarquia para mudar a imagem do país no exterior, aumentar sua influência geopolítica, transformá-lo em um centro de turismo e diminuir a dependência da extração de petróleo e gás natural.
Por meio do Cidade da Educação, a Fundação Qatar oferece diferentes esportes femininos em vários horários do dia. A percepção dos dirigentes é que as garotas precisam sentir-se confortáveis no ambiente de treinamento e jogos. E isso afastava muitas da prática esportiva.
Por isso, elas contam com uma estrutura própria, com vestiário, campos e todas as demais estruturas físicas apenas para elas.

Alexandra, que morou por dez anos em Londres e, por isso, não precisou de muito esforço para não chamar futebol de “soccer”, como acontece nos Estados Unidos, sabe que há dificuldades a ser superadas. Uma parte da sociedade qatariana ainda é resistente a mulheres envolvidas no esporte. Mas ela diz acreditar que desta vez será diferente. Há um motivo importante para essa crença: é uma orientação da monarquia.
“Há partes da população que podem não estar confortáveis com mulheres no esporte, mas é uma orientação que vem da liderança [do país]. Há orientação de que é importante participar em esportes”, afirma.
O final do torneio da Fifa deve retomar o nível frenético de atividades, torneios e treinos na Cidade da Educação. Tudo ficou paralisado por causa da Copa do Mundo, o que movimentou também funcionárias da fundação, que iam trabalhar com cachecóis de suas seleções.
Cerca de 60% dos estudantes do Cidade da Educação, instituição com 80 universidades parceiras ao redor do mundo, são mulheres. Pouco mais de 50% do corpo de funcionários da Fundação Qatar é composto por mulheres.
sobre o país-sede da Copa

O discurso padrão entre as pessoas das duas instituições é que há um processo de mudança em andamento. Um movimento lento, mas constante. O Qatar ainda é um país que restringe os direitos das mulheres. Elas precisam de autorização de um “guardião” homem para atitudes e decisões ligadas a viagens, trabalho, educação, casamento e saúde, de acordo com a organização Human Rights Watch.

O pai é o primeiro responsável, e, em sua ausência, outros familiares como irmãos, tios ou avôs assumem a tutela. Após o casamento, é feita a transferência para o marido. Em caso de divórcio, a guarda volta para parentes próximos.
A liberdade de expressão, os direitos de migrantes e das mulheres e a repressão aos movimentos LGBTQIA+ foram pontos centrais dos protestos antes e durante a Copa do Mundo.
A retomada dos jogos e treinos é o que mais espera Hadwa Mohamed, 17. Ela gostou de ver a Copa do Mundo, mas os resultados em campo a decepcionaram duplamente. Ela chorou quando Cristiano Ronaldo foi eliminado por Portugal. E não desejava em nenhuma hipótese que Lionel Messi fosse campeão com a Argentina.
“Meu pai não queria que eu jogasse, mas apenas porque não queria ver a filha se machucar. Eu cresci com meninos, então sempre fui agressiva”, brinca, em uniforme do Liverpool (ING), seu time preferido. Ela também é fã do zagueiro holandês Virgil van Dijk, eliminado pela equipe de Messi nas quartas de final.
Hadwa repete a história de tantas outras meninas que procuram o Cidade da Educação para atividades que podem ser gratuitas ou pagas: queria um ambiente em que pudesse ser ela mesma, sem se preocupar com garotos. Uma coisa é jogar na rua com amigos e amigas. Outra é futebol organizado, com chuteiras, uniformes e árbitros.
“Futebol faz com que eu me sinta livre. Que eu possa exercer minha individualidade, conhecer pessoas novas. Jogamos contra uma equipe brasileira. Conhecê-las foi o que mais gostei. Elas foram demais!”, recorda.
“A nossa percepção é que o esporte é importante para a comunidade, para a sociedade e para as mulheres. É algo que precisamos fazer”, conclui Maha Al Mansari.
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Carregando…
Carregando…
Transmissão é caminho fundamental para energia renovável
Prioridades para 2023 incluem novas soluções em nuvem, IA e segurança
Mastercard atua em consultoria estratégica para o mercado de criptoativos
Imunoterapia como principal aliada contra o câncer gastrointestinal
Caminhos e alternativas para garantir cuidado contínuo a todos os brasileiros
Carne mais lembrada e mais vendida do Brasil
SP ganha mais mobilidade com obras de expansão e modernização
BP – A Beneficência Portuguesa obtém reconhecimento internacional
Fórum debate desafios da ampliação do teste do pezinho
Governo de SP aposta no transporte público elétrico
Seminário discute mobilidade no estado de São Paulo
Em todo o ano, juntos pelo seu negócio
Soluções da Clara liberam empresas para foco total nos negócios
Vacilo no descarte de dados facilita ação de golpistas
10 dicas para não se perder na escolha do curso EaD
Cartão de crédito versátil revoluciona pagamentos corporativos
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Ex-integrantes do governo e parlamentares veem aumento de desgaste com demora do ex-ministro em se entregar
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Lula manifestou preocupação com possível insubordinação em reunião com ministro da Defesa e Forças
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Ibaneis diz que houve sabotagem; documento do DF também falava em 'direito constitucional a manifestação'

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A. CNPJ: 60.579.703/0001-48
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

Notícias da Hora

Learn More →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *