Blog com notícias, comentários, charges e enquetes sobre o que acontece na política brasileira. Por Ricardo Noblat e equipe
atualizado 23/12/2022 1:23
Gosto muito de futebol, mas não sou analista. Entretanto, como pesquisador, gosto muito de números, que podem propiciar análises interessantes, independentemente da área.
Como diz Roberto Damatta em “O que faz o brasil, Brasil!”, o primeiro com b pequeno de nossos indicadores sociais, e o segundo com B grande de nosso ufanismo cultural, no Brasil, o futebol, o carnaval, e a música, são valores que nos unem em uma amalgama social. O carnaval tem todo ano, a música é contínua, a Copa do Mundo a cada 4 anos, como evento máximo, diante de nossa reafirmação no cenário da competição internacional, de nossas virtudes e êxito como nação,
Nas 22 Copas já realizadas, o Brasil é o único país que participou de todas as Copas, 5 vezes Campeão, 2 vezes Vice-Campeão, 2 vezes Terceiro-lugar. Entretanto, na Copa do Catar, batemos uma série de recordes negativos do desempenho da equipe.
Devido à maioria dos jogadores pertencerem a clubes da Europa, a Copa tende hoje a ser mais uma competição de nacionalidades do que de países.
Nesta Copa, tivemos o pior ataque de todas as Seleções Brasileiras em fase de Grupos, com 3 gols. Perdemos um jogo pela primeira vez desde 1966 na fase de Grupos, mesmo que, erroneamente, com a escalação dos reservas, já que para 7 jogos o time principal deveria estar sendo treinado. Fomos eliminados pela segunda vez consecutiva nas Quartas de Final, na Russia e no Catar. Sem falar nos 7×1. Cometemos no Catar dois erros crassos nas Quartas de Final: a subida do meio de campo a 4 minutos do final com gol em contra-ataque, inadmissível para times bem treinados; e Neymar não ter batido o primeiro pênalti, ou o quarto pênalti em momento crítico para a sequência da equipe. Erros não à altura dos campeões. Ficamos de fora, novamente.
Alguns indicadores adicionais: no Campeonato Mundial de Clubes, de 1960 a 2000 os times Latino-Americanos foram campeões por 21 vezes, Europeus 18 vezes; de 2001 a 2021, Latino-Americanos 5 vezes, Europeus 17 vezes. No Bola de Ouro, de 1997 a 2007, fomos agraciados 5 vezes com o melhor jogador do mundo; de 2008 para cá, 7 Europeus e 7 Latino-Americanos, todos para Messi. A torcida por Messi na final da Copa é reconhecimento ao jogador, mas também revide a Neymar, e à gestão de Tite e da CBF. Mas craque é craque. Di Stéfano, Pelé, Garrincha, Maradona, Beckenbauer, Zidane, Ronaldo, Mbappé, Messi, dentre outros. Messi e a Argentina reinserem a América Latina no cenário mundial.
Tenho a certeza de que na Copa de 2026 estaremos renovados, no valor que expressamos ao futebol, na esperança sempre renovada que unta nossa vontade de sermos o melhor do mundo. Vamos sempre na certeza de ganhar, e não de competir, em competições que são. Falta garra a quem tem soberba. O mundo existe e joga bola também. Em 2026, estaremos firmes novamente, na esperança de um craque e na certeza de um time, quem sabe, para o amanhã.
Bom Natal a todos!
Ricardo Guedes é Ph.D. pela Universidade de Chicago e CEO da Sensus
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