Além de Richarlison e Neymar: o que você provavelmente não percebeu na seleção brasileira que estreou com tudo na Copa – ESPN.com.br

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Controle, paciência e muita qualidade com a bola. Após uma sólida apresentação ante uma boa e organizada equipe da Sérvia, a seleção brasileira teve alguns destaques. Uns mais “silenciosos” e outros mais badalados. O DataESPN mostra para você esses pontos que contribuíram para o 2 a 0 na estreia.

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O camisa 20 da seleção brasileira pode não ter balançado as redes como fez Richarlison, mas foi de suma importância para fazer o jogo canarinho fluir, contribuindo pela ponta esquerda na jogada dos dois gols, inclusive sendo autor da assistência da pintura do Pombo.
Seu famoso e excelente um contra um foi colocado a serviço do coletivo e Vini foi o atleta com maior média de avanço progredindo com a bola no jogo. Além disso, foi quem mais tentou essas progressões: 34,5% das conduções de Vinicius Jr. no campo de ataque foram progressivas, ou seja, avançaram a bola no mínimo 5 metros em direção ao gol.
É preciso romper linhas para fazer uma equipe progredir em campo, principalmente quando o adversário consegue se fechar bem. E Thiago Silva deu uma aula sobre como um zagueiro pode contribuir ofensivamente contra a Sérvia.
O camisa 3 distribuiu passes, buscou (e conseguiu muitas vezes) romper linhas com passes e progrediu em campo conduzindo a bola, o que ajudou a atrair a marcação e liberar companheiros em campo. Além disso, buscou passes no intervalo entre o ala e o zagueiro da linha defensiva sérvia, uma fragilidade que o departamento do DataESPN já havia detectado em estudo prévio.
Como se já não bastasse, além de contribuir ofensivamente, Thiago também cumpriu bem com as “obrigações” de um zagueiro. Boas coberturas defensivas o fizeram ser um dos que mais recuperou posses para o Brasil.
Abaixo, o Mapa de Passes de Thiago Silva e números do zagueiro na partida:
Equilíbrio. Essa é a palavra que define Casemiro e a sua importância para o modelo de jogo brasileiro. São sucessivas partidas com obrigações defensivas e ofensivas cumpridas de forma tranquila.
Houve momentos na vitória por 2 a 0 em que Casemiro foi exigido em situações nas quais a bola foi perdida de forma arriscada e correspondeu. Seu apurado senso de cobertura de espaços fez com que ele fosse vice-líder em Recuperações de Posse na partida.
Já com bola, Casemiro foi vice-líder em Passes Progressivos e, muito por distribuir passes na base das jogadas, alterar corredores e reciclar posses para o Brasil, acabou por ser o jogador com maior Envolvimento em Jogadas de Chutes na partida, com 8: 4 Construções, 1 Chance Criada (Passe para Chute) e 3 Chutes. Teve até bola na trave!
Abaixo, os indicadores de destaque de Casemiro:
Com uma Sérvia defendendo em linha de cinco lá atrás, com três zagueiros altos e buscando proteger o corredor central do campo, o uso dos corredores laterais no ataque foi essencial para gerar situações de perigo para o Brasil. Não à toa, por exemplo, a jogada do golaço de Richarlison passa pelo corredor esquerdo justamente com Vini Jr. em situação de um contra um.
Para além disso, a largura dada pelos pontas propiciava que o Brasil associasse jogadores no corredor esquerdo, por exemplo, deixando Raphinha isolado em um contra um no corredor direito, como opção para uma inversão rápida, situação que ocorreu algumas vezes no jogo.
Abaixo, o uso dos corredores no campo de ataque da seleção brasileira:

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