A Bahia é um dos destaques no Mapeamento de Indústria Criativa, divulgado pela Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro e que analisa o período entre 2017 e 2020, em quatro áreas: cultura, mídias, tecnologia e consumo.
A Bahia, neste intervalo, foi o estado que mais aumentou o número de empregados em cultura (8,8%) e mídias (7,1%). A cultura, que empregava 3227 pessoas em 2017, aumentou para 3510 o número de empregados três anos depois. Em mídias, saltou de 3178 para 3403. Todas as unidades da Federação registraram queda dos vínculos empregatícios nesta área, entre 2017 e 2020. Em SP, por exemplo, maior economia do país, a queda em mídias foi de 8%. No RJ, retração de 5%.
Na área de consumo ligado à indústria criativa, houve na Bahia um aumento de 17,2% no número de postos de trabalho. Passou de 10025, em 2017, para 11754, em 2020. Mas houve regiões, como Amapá e Alagoas, em que o incremento foi de mais de 30%. Em tecnologia, a Bahia teve aumento de 30%: de 7803, passou para 10158 empregos com carteira assinada.
Os estudos divulgados pela Firjan consideram apenas empregos formais, com carteira assinada, com base em dados do Ministério do Trabalho. Por outro lado, o estado que apresentou maior queda de salário entre profissionais criativos foi também a Bahia, onde a remuneração caiu 18%.
“O Nordeste tem potencial cultural muito grande e a faixa de postos de trabalho ligados à cultura são muito mais fortes no Nordeste que em outras regiões e tem muito a crescer”, revela Leonardo Edde, presidente do Conselho de Indústria Criativa da Firjan.
Leonardo observa que os segmentos mídia e cultura foram muito prejudicados pela pandemia, que começou em 2020. “Houve uma queda muito grande na produção cultural, incluindo audiovisual, teatro caíram muito, principalmente pela pandemia. Mas já vinham caindo também por causa da política pública e da falta de investimento em produção cultural. Mas durante a pandemia não houve produção”.
O aumento de contratações na área de tecnologia cresceu porque houve uma demanda para o consumo de cultura em casa, através de suportes digitais. “O consumo aumentou porque as pessoas consumiram mais e a tecnologia agregada precisou se desenvolver muito rápido. Houve muita vaga em marketing e publicidade, por exemplo”, exemplifica Leonardo.
Números (de 2017 a 2020)
– 1º lugar é a posição da Bahia no ranking nacional de aumento de postos de trabalho nas áreas de cultura e mídias
– 30% foi o aumento de vagas com carteira assinada que a Bahia promoveu de 2017 a 2020, na área de tecnologia. Passou de 7803 para 10158.
– 18% foi a queda de salários do profissional criativo na Bahia entre 2017 e 2020
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