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Ainda faltam cerca de dois meses para a bola rolar no Qatar pela Copa do Mundo, mas, entre os amantes do futebol, a disputa pelos melhores jogadores já está acirrada. A “febre” dos álbuns e das figurinhas da competição – que atravessa gerações e mundiais há décadas – emplacou novamente, fazendo a cabeça de torcedores de todas as idades.
A operadora de loja Samara Ell Shaday, de 20 anos, moradora do bairro Jardim das Alterosas, em Betim, deu início à coleção durante o torneio de 2018, disputado na Rússia. Influenciada por amigos, ela acabou descobrindo um novo lazer. “Que coisa maluca, né? Um hobby que é praticado a cada quatro anos”, diverte-se.
Para ela, embora seja comum ouvir as pessoas falarem que se trata de coisa de criança, a “brincadeira” vai muito além disso. “Não acho que tenha a ver com a idade. Pra mim, é como assistir a uma série da Netflix: é um entretenimento”, garante.
Segundo a jovem, a diversão está em tentar alcançar o objetivo final, que é completar o álbum. “O que me atrai é o desafio de conseguir a coleção inteira. E também gosto de ter as figurinhas dos meus jogadores preferidos”, emenda Samara.
Apesar de curtir a atividade, a operadora de loja sente falta de ver um espaço dedicado às mulheres. “Quem sabe na próxima Copa não façam uma página só com as lendárias, como a Marta?”, sugere.
Na banca São Cristóvão, no bairro Angola, a paixão pelas figurinhas reúne famílias inteiras nas manhãs de sábado há décadas. A proprietária do ponto comercial, Rosely de Souza, conta que é comum ver pais reencontrando colegas de escola ao acompanharem os filhos na troca dos cromos. “Já presenciamos histórias de avós que colecionavam e, hoje, vêm com os filhos e netos”, diz a comerciante.
Ela afirma que, neste ano, a garimpagem por figurinhas está mais acirrada, por conta da disparada dos preços dos pacotes – atualmente, cada um custa R$ 4, o dobro da última Copa – e da tentativa de encontrar uma rara. As do Neymar, por exemplo, chegam a R$ 9.000 no mercado paralelo.
O primeiro álbum foi um presente pelo nono aniversário, em 2014. De lá pra cá, o estudante Arthur Ribeiro, de 17 anos, viu a sua paixão pelas figurinhas – e também pelo futebol – aumentar a cada Mundial. “O que mais me dá prazer é o momento de comprar um pacote e ver que tem um jogador que eu queria tirar. Isso desperta uma emoção muito grande”, revela o estudante, morador do bairro Nossa Senhora das Graças, em Betim.
Neste ano, ele já viveu bons momentos ao encontrar os cromos de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, além da legend vermelha do Neymar, uma das mais cobiçadas pelos aficionados pelos álbuns.
Embora o interesse pela atividade tenha sido despertado de maneira inesperada, Arthur acredita que ele tenha vindo pra ficar. “Pra mim, futebol é igual música: atemporal. Não tem idade certa para começar nem parar. O álbum é a lembrança física de uma época, do sentimento que ela despertou”, completa o adolescente.
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Bola da vez: jovens se rendem às figurinhas do Mundial – O Tempo