O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, pagou para ver ao declarar, durante o evento de diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que os responsáveis por “ataques antidemocráticos" serão “integralmente responsabilizados” caso atentem contra “a vitória plena e incontestável da democracia e do Estado de Direito”.
Mal as luzes se apagaram e o que se viu, nas ruas, foi um atentado provocado por um bando de verde e amarelo que decidiu espalhar fogo e o terror pelas ruas de Brasília na noite de 12 de dezembro.
Numa das imagens mais chocantes da noite, seis homens empurram um ônibus em direção a uma ponte. O eixo traseiro do veículo ficou suspenso e o dianteiro, preso ao meio-fio. Só não caiu sobre os carros que passavam logo abaixo porque os criminosos precisaram interromper o esforço para correr das balas de borracha da Polícia Militar do Distrito Federal.
A tragédia ficou, literalmente, por um (meio) fio.
Quem passava logo abaixo em uma via central da capital por pouco não foi alvejada por um veículo de 10 mil quilos arremessado contra inocentes em nome da “liberdade”.
Outros criminosos foram mais competentes no intuito de incendiar, com auxílio de botijões de gás, dezenas de carros e outros quatro ônibus, pelo menos, ao longo da noite.
Tudo porque, por ordem do presidente do TSE, um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PT) foi detido após convocar uma manifestação armada para impedir a diplomação de Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).
Em outras palavras: os criminosos bolsonaristas praticaram diversos crimes pela capital em protesto contra a prisão de um criminoso que incentivava um crime no dia da diplomação.
O criminoso era José Acácio Serere Xavante, pastor evangélico filiado ao Patriotas e que se apresenta em suas redes como missionário indígena.
A estratégia dos grupos antidemocráticos em desafiar Alexandre de Moraes por meio de um mártir da causa era clara. Moraes respondeu. Os radicais contra-atacaram, deixando claro que haverá uma noite longa até a posse do presidente eleito, em janeiro.
As imagens da balbúrdia correram o mundo.
Os atos, plantados com palavras e omissões do atual governo ao longo dos últimos dias, explodiram na frente do prédio da Polícia Federal, para onde José Acácio foi levado.
Pela manhã, o presidente que até outro dia usava as redes sociais até para anunciar um espirro permanecia quieto.
Dias antes, ele havia dado a senha para atos do tipo ao afirmar, diante de seus apoiadores, que “nada está perdido” e que "quem decide o meu futuro, para onde eu vou, são vocês”.
Cada um entendeu como quis.
Quem por pouco não foi esmagado pelo ônibus arremessado de uma ponte por bolsonaristas radicais não correria risco de vida caso o presidente fosse assertivo ao menos uma vez na vida e dissesse com todas as letras: “vão para casa, a eleição acabou, a partir de agora sou o líder da oposição e daqui quatro anos tem mais”.
O silêncio de Bolsonaro, somado ao conjunto de frases ambíguas na antevéspera da diplomação do futuro presidente, é um crime confesso contra as instituições diplomáticas.
Elas contam com a omissão providencial dos chefes das Forças Armadas que veem há mais de mês o barril de pólvora ser alimentado na frente dos quartéis e em nenhum momento vieram a público dizer "desculpem, mas por lei, juízo ou vergonha do que vão dizer da gente lá fora, não podemos atender aos apelos golpistas dos senhores".
A versão tupiniquim da revolta do Capitólio não aconteceu por geração espontânea ou falta de aviso. A não ser que os órgãos de inteligência das forças de segurança acreditassem que dos apelos golpistas expressos já nos cartazes dos radicais saísse apenas uma marcha de cidadãos indignados cantando "Give Peace a Chance".
Bolsonaro é o principal culpado pelo que aconteceu em Brasília na noite de 12 de dezembro. Precisa ser investigado, denunciado e punido.
Caso contrário, o país inteiro seguirá com um ônibus pendurado no meio fio de uma ponte prestes a cair na cabeça de inocentes a qualquer momento.
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