Goste-se ou não do estilo e das propostas de Ciro Gomes, ao menos um tópico do seu diagnóstico da crise merece atenção e debate: “O que destruiu a governança política brasileira foi a reeleição.”
Não foi o primeiro a apontar o “erro”. O responsável, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já admitiu. Mas ontem, no Jornal Nacional, Ciro Gomes resumiu o problema com clareza: “O presidente se coloca com medo dos conflitos, quer agradar todo mundo porque quer a reeleição.”
Em terceiro lugar nas pesquisas, a larga distância de Lula e de Bolsonaro, o candidato do PDT chama a atenção pelo papel panfletário, e solitário, na disputa presidencial. Se eleito, diz, não vai à reeleição.
Nessa promessa já tem a companhia de Simone Tebet, em quarto lugar nas pesquisas. Ela sugere a quem se eleger em outubro uma visita a cartório para registrar o compromisso de não concorrer à reeleição.
O debate sobre a reeleição é necessário. Candidatos poderiam apresentar em público o texto de projeto específico, com as respectivas assinaturas.
Cairia bem uma nota pessoal, como justificativa. Principalmente, se contiver as palavras “irrevogável” e “irretratável”. Ajudaria a exorcizar tentações.
Em 2018, Jair Bolsonaro prometeu acabar com a reeleição. É candidato a novo mandato. Abstraiu o tema.
Lula está completando três décadas como candidato profissional e único do PT à presidência, onde já cumpriu dois mandatos. Nem toca no assunto.
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