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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve o patamar de 48% dos votos válidos no primeiro turno na nova pesquisa Datafolha, mas viu Jair Bolsonaro (PL) se aproximar, ampliando a dificuldade de o petista liquidar a eleição na primeira fase.
O atual presidente tem agora 36% dos válidos, ante 34% no levantamento anterior, divulgado no dia 1º.
Os índices apontam a possibilidade, já esperada há meses, de que os dois se enfrentem no segundo turno, mas o quadro ainda é imprevisível. O total de votos válidos, que desconta nulos e brancos, é o considerado pela Justiça Eleitoral para a definição do pleito.
A margem de erro do levantamento, feito na quinta (8) e nesta sexta-feira (9), é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 2.676 eleitores em 191 municípios. A pesquisa, contratada pela Folha e pela TV Globo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07422/2022.
Segundo o Datafolha, Lula tem 45% das intenções de voto no primeiro turno (mesmo percentual da sondagem anterior), e Bolsonaro, 34% (antes eram 32%). Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Simone Tebet (MDB), com 5%. Brancos e nulos somam 4%; 3% dos entrevistados não opinaram.
No caso dos votos válidos, como também existe a margem de erro de dois pontos, Lula teria hoje entre 46% e 50%, percentual insuficiente para ganhar. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade da votação efetiva.
O ex-presidente alcançou situação mais confortável em rodadas anteriores da sondagem, o que empolgou aliados que trabalhavam com a possibilidade de triunfo já no dia 2 de outubro. Em agosto, o petista tinha 51% dos votos válidos. Em junho, 53%. Em maio, 54%.
Na terça-feira (6), Lula disse a integrantes da coordenação de sua campanha que “falta um tiquinho” para vencer no primeiro turno. “[De] todas as eleições que participei, nunca tivemos a chance de resolver no primeiro turno como temos nessas eleições. E não temos que ter vergonha de dizer isso”, afirmou.
O candidato do PT usou a mensagem para cobrar mais vigor de sua equipe na mobilização de rua na reta final. Integrantes da campanha, entretanto, apontaram obstáculos, como a falta de recursos financeiros e de materiais como panfletos, adesivos e bandeiras.
Uma das estratégias que aliados de Lula decidiram colocar em prática é convencer eleitores que hoje estão com Ciro a darem voto útil ao petista, a fim de evitar a prorrogação da disputa para o segundo turno. O Datafolha mostra que o ex-presidente é a segunda opção de voto mais comum dos apoiadores do ex-ministro.
A nova pesquisa começou a ser feita um dia depois das comemorações do 7 de Setembro, que foram capturadas por Bolsonaro com grandes manifestações de rua em Brasília e no Rio de Janeiro, cidades onde fez discursos de tom eleitoral, com críticas veladas ao principal opositor dele no pleito.
Além de reduzir a distância para Lula na sondagem de primeiro turno, o mandatário cristalizou o crescimento obtido desde maio em faixas do eleitorado como jovens, evangélicos e pessoas com renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos.
As taxas de Bolsonaro na pesquisa espontânea, na qual o entrevistador apenas pergunta em quem o eleitor pretende votar, sem apresentar os nomes colocados na disputa, também são ascendentes e chegam hoje a 31%. Lula, com patamar estável, possui 39%.
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