Delegado que comanda segurança de Lula é anunciado diretor-geral da Polícia Federal – UOL

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O futuro ministro Flávio Dino (Justiça) anunciou nesta sexta-feira o delegado Andrei Passos Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal do governo do presidente Lula (PT).
Durante a apresentação dos nomes, Lula afirmou que será necessário consertar a PF e que não quer “policiais dando shows nas investigações”.
Andrei é delegado da PF e ocupou o posto de coordenador da equipe de segurança de Lula na campanha eleitoral, cargo em que permanecerá até a posse.
“O companheiro Flávio Dino tem a missão de primeiro consertar o Ministério da Justiça e consertar o funcionamento da Polícia Federal, queremos que carreira de estado seja carreira de estado”, disse Lula.
“Nós não queremos que policiais fiquem dando shows nas investigações antes de investigar. Queremos que primeiro trate com seriedade as investigações, nós sabemos que quanta gente se meteu na política de forma desnecessária”, completou o presidente eleito.
Dino, por sua vez, citou a restauração da legalidade e da “plena autoridade” dos policiais ao escolher o delegado como novo chefe da PF.
“Nós levamos em conta a restauração da plena autoridade e da legalidade nas polícias e também a experiência profissional comprovada, inclusive na Amazônia brasileira. O delegado Andrei exerceu suas funções na Amazônia brasileira, que é uma área estratégica desse governo”, disse o Dino durante o anúncio do nome.
A citação à experiência na Amazônia feita por Dino é por causa de uma das primeiras atuações de Rodrigues na PF, quando foi lotado na superintendência do Amazonas.

O delegado se aproximou do entorno de Lula ao longo da sua atuação na coordenação da segurança durante a campanha.
Em um evento realizado em setembro na cidade mineira de Montes Claros, a equipe chefiada por Rodrigues chegou a dar voz de prisão para um homem de 50 anos sob acusação de ter xingado o petista de ladrão, safado e sem vergonha.
A atuação do novo diretor-geral gerou atrito com setores da PF, em especial a Diretoria de Inteligência Policial, por causa dos seguidos pedidos de reforço do grupo de policiais envolvidos na escolta de Lula.
Rodrigues também foi o autor do pedido que resultou na prisão de um empresário bolsonarista que convocou atiradores e caminhoneiros a participarem de atos antidemocráticos em apoio a Jair Bolsonaro (PL). Milton Baldin foi preso na noite da terça (6) por ordem do ministro Alexandre de Moraes no acampamento bolsonarista montado em frente ao QG do Exército, em Brasília.
Antes de ser coordenador da equipe de Lula, Andrei atuou na segurança da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010 e era próximo do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.
Delegado há quase 20 anos, ele foi secretário extraordinário de Segurança de Grandes Eventos, responsável pela Copa do Mundo em 2014 e pelos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio. Atualmente, ele era o chefe da Divisão de Relações Internacionais da Polícia Federal.

Rodrigues nunca ocupou os principais cargos dentro da corporação, que são os de diretor no órgão central e de superintendente regional. Ele ocupou, porém, postos importantes de gestão como o de oficial de ligação na Espanha, coordenador-geral de Polícia Fazendária, chefe da delegacia do aeroporto de Brasília e assistente do diretor executivo na gestão de Luiz Fernando Corrêa, no segundo governo Lula.
Internamente, embora visto como um delegado sem grande atuação na área operacional, que conduz as investigações e operações, Rodrigues é respeitado e apontado como comprometido com a corporação.
Sua experiência em cargos de gestão é classificada como positiva por delegados experientes, mas a falta de diálogo com os grupos internos nesse momento de transição é considerada um ponto a ser superado para evitar novas crises na PF.
A ascensão de Rodrigues ao comando da PF se dá em um momento de tensão na corporação após quatro anos de governo Bolsonaro em que a PF passou pelas maiores crises de sua história.
Bolsonaro teve o maior número de diretores-gerais desde a gestão FHC (PSDB). Foram quatro nomeados (Maurício Valeiro, Rolando de Souza, Paulo Maiurino e o atual Márcio Nunes) e um barrado pelo Supremo Tribunal Federal (Alexandre Ramagem).
Ramagem, assim como Rodrigues, foi indicado para a direção-geral após atuar na segurança do então candidato Bolsonaro. Sua nomeação foi impedida por decisão de Alexandre de Moraes no contexto das suspeitas de interferência na corporação levantadas pelo ex-juiz Sergio Moro à época de sua demissão do Ministério da Justiça.
Também durante a gestão Bolsonaro, a PF teve uma segunda denúncia de interferência, essa feita pelo delegado Bruno Calandrini, responsável pela investigação contra o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro.
Como novo diretor-geral, Rodrigues também terá de apaziguar os ânimos internos e o descontentamento com perdas durante o governo Bolsonaro.
Embora tenha sido eleito com o apoio das classes de segurança, Bolsonaro não entregou as promessas feitas e foi responsável por aprovar mudanças na legislação que acarretaram em perdas para os policiais. Entre elas, a reforma da previdência e a PEC Emergencial.
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