Guedes usa novamente TV estatal para defender economia durante campanha eleitoral – UOL

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O ministro Paulo Guedes usou novamente a estatal TV Brasil durante a campanha eleitoral para exaltar o desempenho da economia no governo de Jair Bolsonaro (PL).
O discurso de Guedes foi feito no Palácio do Planalto, durante declaração à imprensa para anunciar que o governo entregou o memorando inicial do Brasil sobre a acessão do país à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O documento avalia o grau de alinhamento das legislações e práticas do país aos padrões do grupo.
“Nós criamos mais empregos durante essa recuperação do fundo do poço até agora do que os Estados Unidos, economia mais flexível do mundo, a Alemanha e o Reino Unido juntos”, disse.
Dados do Brasil e dos Estados Unidos, no entanto, não justificam a afirmação de Guedes. O número de pessoas empregadas no Brasil cresceu de 82,59 milhões em agosto de 2020, o pior momento do emprego na pandemia, para 99,013 milhões em agosto de 2022, um acréscimo de 16,423 milhões.
Já nos Estados Unidos, havia 130,513 milhões de pessoas empregadas em abril de 2020, o pior momento da pandemia em relação a emprego, e há em agosto deste ano 152,744 milhões de empregados, um acréscimo de 22,231 milhões.
Somando-se os três países citados pelo ministro, o acréscimo no número de empregados entre o pior momento da pandemia e agosto deste ano foi 23,962 milhões.
Além da incompatibilidade numérica, a comparação é questionada por pesquisadores de mercado de trabalho por causa da conjuntura é muito diferente em cada um dos países. O Brasil saiu da pandemia com uma taxa de desemprego muito mais alta que a de países desenvolvidos, e, portanto, com mais espaço para uma recuperação na oferta de vagas.
Nos Estados Unidos, por outro lado, há em média duas vagas de emprego abertas para cada desempregado, e os postos de trabalho não são preenchidos porque a remuneração não é atrativa.
Além de falar sobre a recuperação do emprego, Guedes disse que “o Brasil já está no caminho da prosperidade”. “Esse acesso à OCDE é um processo que, na verdade, chega na hora certa, no momento em que o Brasil decola.”
Em outro trecho do discurso, disse que o Brasil aparece “como porto seguro para os investimentos, a maior fronteira de oportunidades de investimentos, e estendendo a mão e dizendo: ‘Eu vou convergir para melhores práticas’, porque nós queremos melhorar a qualidade de vida da população brasileira”.
Como mostrou a Folha, o uso da estrutura estatal durante a campanha pode configurar irregularidade e crime eleitoral.
Embora a atuação em campanha não seja proibida, especialistas avaliam que o chefe da equipe econômica pode violar a lei eleitoral e praticar ato de improbidade administrativa ao usar da estrutura estatal e de sua posição no governo para favorecer o candidato à reeleição.
No último dia 15, Guedes também usou a Voz do Brasil —programa estatal de transmissão obrigatória—, durante 24 minutos, para atacar gestões anteriores e dizer que a economia do país está crescendo, gerando empregos e atraindo investimentos.
A coletiva para tratar a respeito da OCDE contou com a presença dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral) e Carlos França (Relações Exteriores), além de Guedes.
O documento, enviado na sexta-feira (30), faz parte de uma nova etapa do país na busca pela adesão ao chamado “clube dos ricos”.
De acordo com o governo, o memorando avalia se as legislações, políticas e práticas
nacionais estão de acordo com os padrões estabelecidos pela OCDE em áreas como saúde, economia digital e meio ambiente, entre outras.
O pedido de adesão do Brasil foi feito no governo Michel Temer (MDB), em 2017.

A OCDE determina 258 instrumentos normativos, dos quais 230 são definidores para a adesão dos países. De acordo com Guedes, o Brasil já preenche 108 desses requisitos e há 45 sob aprovação.
Não há prazo para resposta da organização, que analisará se o país cumpre as exigências.
Guedes assumiu o papel de cabo eleitoral de Bolsonaro atacando adversários, fazendo promessas para um novo mandato e exaltando os feitos de sua gestão.
Embora a atuação em campanha não seja proibida, especialistas avaliam que o chefe da equipe econômica pode ter violado a lei eleitoral e praticado ato de improbidade administrativa ao usar da estrutura estatal e de sua posição no governo para favorecer o candidato à reeleição.
Desde que afirmou que seguirá no cargo num eventual segundo mandato de Bolsonaro, Guedes elevou o tom de campanha em eventos e encontros com empresários. Nas últimas semanas, além de associar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao “capeta”, o ministro prometeu rever o corte de verbas no Farmácia Popular, zerar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e manter o Auxilio Brasil em R$ 600.
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