Um vídeo que recupera uma declaração de Leonel Brizola, fundador do PDT, vem sendo compartilhado nas redes sociais para ironizar Ciro Gomes, candidato do partido na disputa presidencial deste ano. A gravação começa com dois momentos da campanha em que, durante entrevistas, o pedetista cita ou mostra o livro "Projeto Nacional: O dever da esperança", escrito por ele. A obra traz propostas e reflexões de Ciro para o Brasil, em uma espécie de plano de governo informal. Na sequência, porém, surge a imagem de Brizola.
"Francamente, não me causa nenhuma impressão nem ao povo brasileiro são esses candidatos que se apresentam com programinha impresso", inicia o ex-governador de Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – ele é, até hoje, o único político eleito para comandar dois estados diferentes. "Não ouve ninguém, não ouve a população… Reúne uns tecnocratas entre quatro paredes e dizem: ‘Está aqui o programa’", prossegue Brizola, em tom crítico. "Tem um que até se apresenta com um livrinho, assim", arremata ele, exibindo a mão espalmada para a tela.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA pic.twitter.com/YdaInRI9ub
— Gustavo Canalhão
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Na sequência, Brizola afirma que um programa nestes moldes só serviria "para reembolso postal". A maior liderança da história do PDT completa, por fim: "O país precisa de ideias fundamentais, de ideias básicas, de credibilidade".
Apenas uma das postagens com a edição que reúne os dois momentos foi compartilhada mais de 2.300 vezes no Twitter, onde também recebeu cerca de 500 comentários e mais de 10 mil curtidas. Já o vídeo em si foi visualizado por volta de 140 mil vezes desde a última terça-feira, quando o conteúdo foi publicado.
As reações ao post ficaram divididas entre críticas a Ciro Gomes e, em maior número, a defesa por parte de apoiadores do candidato. "Pena que o Ciro se perdeu", lamentou um usuário da rede social. "A antítese do Brizolão", disse outro.
"Se você é eleitor de esquerda e está fazendo graça com o fato de um candidato apresentar com clareza e transparência o seu programa de governo, sugiro repensar", ponderou um terceiro internauta. "Pegar um vídeo desses, da década de 80, e trazer para a atualidade, é, no mínimo, de uma desonestidade atroz", refletiu mais um usuário do Twitter.