Votação de Bolsonaro nas cidades com mais de 500 mil habitantes saiu de 61% em 2018 para 51% em 2022
As cidades com mais de 500 mil habitantes deram 61% de votos a Bolsonaro em 2018. Nestas eleições, 51%. O presidente perdeu 1 milhão de votos nesses municípios, enquanto o petista ganhou 5 milhões em relação ao desempenho de Haddad em 2018.
Lula também cresceu bastante nas cidades “médias”, de 100 mil a 500 mil habitantes. Nesses municípios, passou de 37% dos votos válidos para 45%.
A mudança indica que houve uma “desbolsonarização” das grandes e médias cidades em 2018.
No único segmento populacional onde o PT liderava nas eleições passadas, cidades com menos de 100 mil habitantes, a vantagem foi reforçada: passou de 54% para 56%.
A “desbolsonarização” das cidades grandes (acima de 500 mil pessoas) trouxe, em 2022, cerca 5 milhões de votos a mais a Lula e 1 milhão a menos a Bolsonaro.
Nas cidades médias, o movimento rendeu outros 3,7 milhões de votos ao candidato petista.
A mudança fica clara ao se observar que todas as capitais do país, com exceção de Boa Vista (RR) reduziram sua votação em Bolsonaro em 2022.
O presidente obteve maioria dos votos em 21 das 27 capitais no 2º turno das eleições passadas. Nestas, esse número reduziu para 16. As capitais que viraram de lado foram São Paulo, Belém, Porto Alegre, Natal e João Pessoa.
As cidades muito dependentes do Auxílio Brasil deram nestas eleições 71% dos votos válidos a Lula e 29% a Bolsonaro.
O resultado representa um avanço de 2 p.p. na votação do presidente em relação ao que ele conquistou nos mesmos locais em 2018.
Bolsonaro turbinou o Auxílio Brasil e outros benefícios neste ano, aumentando o número de famílias beneficiadas e o valor dos pagamentos nas vésperas das eleições.
O uso intenso da máquina pública, no entanto, não se reverteu em aumento mais significativo de votação nesses estratos.
O levantamento do Poder360 classificou como municípios muito dependentes do Auxílio Brasil aqueles em que ao menos metade da população é impactada pelos valores direta ou indiretamente (porque está numa família que recebe o auxílio). Considerou que cada família brasileira tem, em média 3, pessoas.
Ao todo, 21 milhões de eleitores desses municípios mais dependentes foram às urnas em 30 de outubro.
Se Bolsonaro tivesse conseguido subir sua votação nessas cidades para 34%, ou seja, 5 p.p. a mais nesse eleitorado, estaria hoje eleito.
Já em cidades com dependência média (de 25% a 50% da população), Bolsonaro teve resultado pior do que em 2018. Foi de 48% de votos válidos para 45% nestas eleições.
O avanço de Lula se deu exatamente nos municípios em que 25% ou menos da população receberam o benefício. O petista conquistou 8,8 milhões de votos nessas cidades menos dependentes do Auxílio Brasil em relação ao que Haddad conquistou em 2018. Enquanto isso, Bolsonaro perdeu 1,5 milhão de votos desses locais mais ricos.
O ganho de votos de Lula mais concentrado nas cidades ricas permanece como tendência ao analisar apenas o Nordeste ou o Estado de São Paulo. O mesmo se dá com a evolução de 2018 para 2022 de Bolsonaro nos locais mais dependentes de Auxílio Brasil.
O uso da máquina federal foi intenso nos meses que antecedem a eleição. Isso se deu de 2 formas principais:
Isso fez com que Bolsonaro gastasse até outubro mais do que o dobro do que teria despendido caso o Auxílio Brasil continuasse no mesmo patamar de dezembro de 2021. Foram R$ 35 bilhões a mais.
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Metrópoles "desbolsonarizam" em 2022 e ajudam na vitória de Lula – Poder360