Ministro da Justiça nega ter discutido adiamento de eleição com Bolsonaro – UOL Confere

Do UOL, em Brasília
28/10/2022 12h00
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, negou hoje ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a possibilidade de adiamento do segundo turno das eleições.
“Não houve nenhum tipo de conversa sobre isso. Da nossa parte, aqui, não tratamos desse assunto com o presidente”, disse o ministro.

Torres esteve ao lado de Bolsonaro nesta semana quando o presidente convocou entrevista, no Palácio da Alvorada, para criticar o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por barrar uma ação de sua campanha que questionou inserções de propaganda em rádios.
A acusação de ter sido prejudicado por supostamente rádios do Nordeste não terem veiculado todas as propagandas de Bolsonaro estimulou a discussão em seu entorno sobre adiamento do segundo turno.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu ontem que o segundo turno fosse adiado para que Bolsonaro tenha “direito de resposta” em relação às denúncias.
O ministro respondeu ao questionamento durante entrevista à imprensa para comentar as ações de segurança pública para o segundo turno das eleições, neste final de semana.
Segundo a legislação eleitoral, adiamento somente em motivo de força maior (evento da natureza a gerar calamidade pública) ou caso fortuito (rede de computadores eleitorais de inúmeros estados destruídas).
Operação eleições 2022. De 15 de agosto até o dia 2 de outubro, a operação da Polícia Federal voltada para as eleições afirma ter prendido 441 pessoas e registrado 1.634 crimes. No primeiro turno, diz o ministério, foram 1.378 crimes eleitorais e 352 prisões.
500 mil policiais. Anderson Torres focou em dar um recado de “tranquilidade” garantindo que todo processo de votação nos colégios eleitorais correrá de forma segura. Contando com policiais militares, civis e agentes federais, o ministro afirmou que cerca de 500 mil policiais estarão nas ruas do Brasil para garantir a segurança dos eleitores.
Filas. No primeiro turno, eleitores se queixaram de longas filas para votar em determinados colégios eleitorais. Torres não deu detalhes, mas pontuou que sua pasta alinhou com policias estaduais melhores formas de diminuir essas fila, para que o problema não se repita neste domingo.
De olho no crime. Os crimes de boca de urna e compra de votos serão os alvos principais das ações da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, segundo o ministro. Sem dar detalhes das investigações, Torres ressaltou que investigadores da Polícia Federal apreenderam pouco mais de R$ 10 milhões em ações que combateram o crime de compra de votos pelo Brasil neste mês de outubro.
A PF e a PRF estarão extremamente atentas a esse tipo de crime no Brasil
Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública
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