Quem são os maiores doadores de campanha nas eleições de 2022 – Gazeta do Povo

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Prestações de contas feitas pelas campanhas à Justiça Eleitoral apontam que os candidatos nas eleições deste ano receberam R$ 793,3 milhões em doações de pessoas físicas. Os dados com os maiores doadores foram coletados pela Gazeta do Povo nesta quarta-feira (26).
Os valores devem mudar, já que as campanhas têm até o dia 1º de novembro para entregar as prestações de contas finais relativas ao primeiro turno da eleição. Para os gastos do segundo turno, o prazo se encerra em 19 de novembro.
Pela lei eleitoral, os candidatos são proibidos de receber doações de pessoas jurídicas, mas podem usufruir de recursos vindos de pessoas físicas. Também podem ser utilizados como fontes de recursos valores das próprias legendas e os fundos partidário e eleitoral, além da contribuição de filiados às agremiações, de recursos próprios dos candidatos, da comercialização de bens e serviços, de eventos de arrecadação e de doações de outros partidos ou de outros candidatos.
Segundo as informações, os dez maiores doadores de campanha destinaram quase R$ 48 milhões a candidatos e partidos nas eleições de 2022. Veja abaixo quem são eles:
Empresário, Ometto é presidente do Conselho de Administração da Cosan, que tem negócios nas áreas de açúcar, álcool, energia, lubrificantes e logística. Até agora, ele doou R$ 8,9 milhões a partidos e candidatos – o maior valor entre pessoas físicas.
A maior doação, de R$ 3 milhões, foi para a direção nacional do Republicanos. O partido está na coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ometto também doou para a direção nacional do PSD (R$ 2 milhões) e para a direção estadual do PP na Paraíba (R$ 1,5 milhão). Além disso, o empresário repassou R$ 200 mil para a campanha de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo; R$ 150 mil para Darci de Matos (PSD), que concorreu a deputado federal por Santa Catarina; e R$ 100 mil à campanha de Tereza Cristina (PP) para o Senado em Mato Grosso do Sul.
Ex-ministra de Bolsonaro, Tereza Cristina foi eleita senadora com 60,85% dos votos. Já Darci de Matos ficou como suplente em Santa Catarina.
Co-fundador da Grendene, empresa de calçados, o empresário fez R$ 6,44 milhões em doações para campanhas. O maior agraciado foi Roberto Argenta (PSC), com R$ 1,9 milhão em doações do empresário. Argenta concorria ao governo do Rio Grande do Sul, mas não passou ao segundo turno.
Grendene também doou R$ 1 milhão para Camilo Santana (PT), ex-governador do Ceará que concorreu ao Senado. Camilo foi eleito com 69,8% dos votos. No Ceará, o empresário também doou R$ 750 mil para Elmano de Freitas (PT), que foi eleito governador no primeiro turno, com 54,02% dos votos.
O empresário também doou R$ 1 milhão para a campanha de Jair Bolsonaro à reeleição.
O fundador da Localiza, empresa especializada em aluguel de automóveis, fez R$ 6,12 milhões em doações até agora.
Os maiores agraciados foram as campanhas de Bolsonaro, com R$ 1,8 milhão, e de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), em São Paulo, que ganhou R$ 800 mil.
Mattar participou do primeiro mandato de Bolsonaro. Ele foi secretário especial de Desestatização e Privatização no Ministério da Economia.
Vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, o empresário aparece em quarto no ranking, com R$ 5,98 milhões em doações. A maior beneficiária foi a direção estadual do PL no Rio Grande do Sul, com R$ 3,5 milhões. No estado, o partido lançou Onyx Lorenzoni como candidato ao governo estadual. Onyx disputa o segundo turno com Eduardo Leite (PSDB).
Gerdau também doou R$ 1 milhão para a campanha de Tarcísio em São Paulo.
Advogado e pastor evangélico de Belo Horizonte, Zettel fez pouco mais de R$ 5 milhões em doações. A maior parte, R$ 3 milhões, foi para a campanha de Bolsonaro.
Outros R$ 2 milhões foram direcionados a Tarcísio. Somente R$ 10 mil foram para Lucas Gonzales (Novo), que concorria a deputado federal por Minas Gerais. Ele não foi eleito.
Irmão de Alexandre Grendene Bartelle, com quem fundou a Grendene, o empresário fez R$ 4,52 milhões em doações.
O maior repasse, de R$ 1 milhão, foi para a campanha de Camilo Santana (PT) no Ceará. Mais R$ 1 milhão foi destinado por Grendene para o candidato Jair Bolsonaro. Outros R$ 750 mil foram para Elmano de Freitas (PT), eleito governador no Ceará.
O empresário do agronegócio fez R$ 2,89 milhões em doações para um único candidato, o irmão Jaime Bagattoli (PL).
O candidato foi eleito senador por Rondônia no dia 2 de outubro, obtendo 35,80% dos votos.
O CEO do grupo Dasa, empresa do setor de saúde, fez R$ 2,87 milhões em doações. O valor foi distribuído entre vários candidatos a deputado federal e estadual.
Dez candidatos receberam, cada, R$ 150 mil doados por Bueno. Outros dez receberam R$ 100 mil, cada, e mais cinco ganharam R$ 75 mil.
Entre os beneficiários das doações estão Marina Silva (Rede), eleita deputada federal por São Paulo, e Marcelo Calero (PSD), que ficou como suplente de uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro.
Outros candidatos ligados à causa ambiental, como Marina Helou (Rede), que concorria a deputada estadual em São Paulo e foi reeleita, também receberam valores do empresário.
O presidente do Itaú Unibanco doou R$ 2,64 milhões para campanhas. Do montante, R$ 133,3 mil foram destinados a Vinicius Marchese (PSD), que ficou como suplente de uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo.
Bracher também doou R$ 125 mil para a direção nacional do MDB, que lançou Simone Tebet como candidata a presidente, e fez vários outros repasses a candidatos a deputado.
Sócio da consultora Dan-Hebert, o empresário fez R$ 2,6 milhões em doações. A maior parte, R$ 1,25 milhão, foi para a direção nacional do MDB. Outros R$ 750 mil foram repassados à direção nacional do PP, partido que compõe a chapa de Bolsonaro na eleição para presidente.
Costa também fez doações para três candidatos específicos. O empresário repassou R$ 50 mil para Fernando Pimentel (PT), ex-governador que concorria a deputado federal por Minas Gerais e ficou como suplente. Mais R$ 50 mil foram destinados a Paulo Roque (Novo), que também buscava uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal, mas não foi eleito.
Apenas R$ 3,7 mil foram repassados pelo empresário à campanha de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro que concorria a deputada distrital no DF. Ela não foi eleita.
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