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Enfraquecido depois das eleições, o centro político no Brasil terá sob o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o desafio de sobreviver à influência de Jair Bolsonaro (PL) e se reorganizar a tempo dos pleitos municipais de 2024 e de preparar o terreno para uma candidatura à Presidência em 2026.
Políticos desse campo e analistas convergem na avaliação de que o papel a ser assumido pelos partidos na relação com o novo governo será determinante para os próximos passos, mas citam o risco de que o segmento seja absorvido pela coalizão do petista e engolido pela oposição bolsonarista.
Debate semelhante se impôs em 2018, com a vitória de Bolsonaro sobre Fernando Haddad (PT) e a ascensão de uma polarização radicalizada que desembocou na disputa violenta deste ano. O fracasso do centro em produzir alternativas se comprovou com o naufrágio da chamada terceira via.
A senadora Simone Tebet (MDB-MS), que ao fim sobrou como representante do grupo e teve 4,1% dos votos válidos, fez campanha buscando traduzir o discurso centrista como moderação, pacificação e conciliação. Apoiadora de Lula no segundo turno, ela terá papel decisivo com seus movimentos.
Além do MDB, o centro abarca hoje partidos como PSD, PSDB, Cidadania e Podemos, segundo a métrica da Folha.
As legendas desse segmento perderam espaço no Congresso com as últimas eleições, reduzindo o percentual de cadeiras tanto na Câmara dos Deputados (27% em 2018 e 25% agora) quanto no Senado (51% para 40%), ao passo que esquerda e direita avançaram em ambas as Casas.
Ainda que siglas de centro tenham obtido conquistas nos estados, o resultado aquém do esperado no Parlamento já motiva conversas sobre fusões e novos arranjos de federações. O PSDB, que já tinha estabelecido federação com o Cidadania, abriu tratativas com o MDB sobre possível aliança.
Para o cientista político Humberto Dantas, a formação de blocos partidários de centro, o espaço que as legendas terão no governo Lula e a postura delas no Legislativo serão fundamentais para determinar se os defensores do caminho do meio conseguirão atrair eleitores de agora em diante.
“Precisamos atravessar esse primeiro ano [de Lula] para entender o que vai ser”, diz o professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Ele afirma que, se o governo “conseguir equilibrar a política no país”, poderá haver caminhos “fora da efervescência” que hoje prevalece.
Parte do universo político considera difícil o derretimento do bolsonarismo, não só pelo desempenho de Bolsonaro (que ficou apenas 2,1 milhões de votos atrás de Lula), mas pelo ganho de peso no Legislativo. O PL, por exemplo, fez 99 deputados e se tornou a maior bancada eleita na Câmara em 24 anos.
Na legislatura atual do Senado, as legendas de centro têm 41 das 81 vagas, a esquerda possui 12 e a direita, 28. Na nova composição, o centro perdeu 9 assentos, dos quais um foi para a esquerda e os demais, para a direita. Com o malogro nítido, é perceptível também a perda de capital político.
Legenda-símbolo do centrão —bloco de partidos fisiológicos que tem por tradição aderir ao governo da hora, independentemente de ideologia, desde que seja beneficiado com cargos e verbas—, a sigla de Bolsonaro é uma das que Lula está abordando em busca de apoio.
O governo eleito conta ao menos com votos de dissidentes do PL para fazer passar seus projetos, o que também pode ocorrer com PP, Republicanos e União Brasil.
“Apoiar o governo pontualmente ou votar conforme o interesse dele não significa que o partido esteja subordinado ao Executivo”, diz o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, que trabalhou por Tebet no primeiro turno e no segundo apoiou Lula “para derrotar a tragédia do bolsonarismo”.
O dirigente afirma ver com naturalidade o processo de acomodação no centro, que chama de “polo democrático”. Na visão dele, a cláusula de barreira para limitar o número de partidos impõe os processos de aglutinação, com uma soma de forças que pode resultar em candidaturas competitivas.
Freire diz que Tebet e os governadores eleitos do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Pernambuco, Raquel Lyra (ambos do PSDB), “podem ajudar a construir essa grande frente democrática, uma frente que é até de centro-esquerda, porque na base dessa aliança existe o pensamento social-democrata”.
Isso dependerá, em boa medida, dos rumos ditados por Lula, que buscou formar uma frente ampla, unindo nomes da direita à esquerda. A adesão de Tebet, por exemplo, ocorreu sem uma negociação profunda de aspectos programáticos, principalmente na agenda econômica.
Com o bolsonarismo anabolizado, a percepção é que qualquer pisada em falso da nova gestão, sobretudo quando se trata de inflação, desemprego e crescimento, fornecerá combustível para o campo rival propagandear seu retorno ao Planalto.
Caso o governo caminhe em direção ao centro, como sinalizou na campanha e nos primeiros dias da transição, pode vir dele um nome palatável de centro para a corrida presidencial.
Hoje, a uma distância de quatro anos, são aventadas como possibilidades Tebet, cotada para algum ministério, e o futuro vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), num remoto cenário em que o PT abrisse mão da cabeça de chapa.
O cientista político José Álvaro Moisés, que em entrevista à Folha quatro anos atrás apontou o real risco de dissolução do centro, diz hoje que o desmantelamento é reversível se os líderes que emergiram, como Tebet, Leite e Raquel Lyra, conseguirem com seus respectivos partidos recompor um setor independente.
“Está aberto um espaço de ação. A formação de uma frente parlamentar para dar apoio ao governo não necessariamente será uma submissão”, afirma o professor aposentado da USP. Para ele, mesmo que componham o governo, aliadas como Tebet e Marina Silva (Rede) manterão cada uma sua identidade.
As duas são só dois exemplos de uma quantidade enorme de líderes políticos, personalidades e eleitores que declararam voto crítico em Lula, mais por discordar da postura antidemocrática de Bolsonaro do que por endossar plenamente agendas do PT ou da esquerda progressista.
Moisés atribui a derrocada da terceira via com Tebet não à dificuldade de formular e apresentar propostas, mas à demora na coesão entre partidos e presidenciáveis, que levaram tempo demais para se definirem e se perderam em brigas internas, sendo a do PSDB a mais fratricida.
“O espaço para a moderação existe. É só uma questão de se articular e identificar bem quem são os líderes dessa posição. Caso o centro consiga se reorganizar, um dos efeitos que isso pode ter é atenuar essa contraposição radical entre a extrema direita ligada a Bolsonaro e a esquerda.”
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