Surtos de doença da urina preta no Amazonas e na Bahia são investigados – Metrópoles


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27/08/2021 9:22, atualizado 27/08/2021 9:38
Surtos da síndrome de Haff, mais conhecida como doença da urina preta, no Amazonas e na Bahia estão sendo investigados pelas autoridades de saúde. De acordo com o jornal O Globo, são 25 casos em análise nos dois estados.
O local com maior concentração de infectados é Itacoatiara, no Amazonas, onde 19 pessoas já foram diagnosticadas com a doença. Dessas, sete estão internadas no Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara, e uma pessoa está hospitalizada na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus.
“Todos estão hemodinamicamente estáveis e sem nenhuma evidência de complicação clínica. Permanecem os sete pacientes internados para observação”, explicou o médico infectologista Antônio Magela, da FMT-HVD.
A causa mais provável do surto na região é a ingestão de peixes e crustáceos de água doce. A síndrome, no entanto, também pode ser consequência de  traumatismos, atividade física excessiva, crises convulsivas, consumo de álcool e outras drogas.
Já na Bahia, são seis casos, concentrados nos municípios de Alagoinhas, Simões Filho, Maraú, Mata de São João e Salvador.
“Os alimentos são encaminhados para análise laboratorial em um centro de referência e aprofunda-se a investigação, pois os pacientes podem apresentar rabdomiólise por outras causas”, afirmou a diretora da Vigilância Epidemiológica da Bahia, Márcia São Pedro.
Em 2020, a Bahia teve outro surto da doença, com 40 casos confirmados nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Entre Rios, Dias D’Ávila e Candiba.
A doença de Haff está associada à ingestão de crustáceos e pescados e o principal sintoma é o escurecimento da urina, que chega a ficar da cor de café. A síndrome pode evoluir rapidamente, os primeiros sintomas surgem entre 2 e 24 horas após o consumo de peixe, e causa, principalmente, a ruptura das células musculares.
Além da urina preta, entre os principais sinais da doença estão dor e rigidez muscular, dormência, perda de força e falta de ar.
A hipótese mais aceita é que a enfermidade seja causada por alguma toxina biológica termoestável (ou seja, que não é destruída pelo processo normal de cozedura) presente em peixes de água doce e crustáceos.
A substância não altera o sabor ou a cor do alimento, o que facilita a contaminação. Alguns frutos do mar que foram consumidos por pacientes diagnosticados com a síndrome incluem espécies como o tambaqui, pacu-manteiga, pirapitinga e lagostim.
É importante que a doença seja identificada e tratada rapidamente, pois pode trazer complicações graves para o paciente, como insuficiência renal, falência múltipla de órgãos e óbito.
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